Realidade virtual é o futuro do YouTube, diz engenheiro do Google

Por Redação | 28 de Outubro de 2015 às 12h27
photo_camera Divulgação

Matthew Mengerink, recém-anunciado como chefe de engenharia do YouTube, categorizou a realidade virtual como o futuro do site de vídeos na medida em que ele evolui para se tornar mais do que um repositório de clipes para uma plataforma completa, que abrange diversos segmentos e possibilidades.

O executivo não divulga detalhes sobre o que está sendo feito nos corredores do Google, mas dá alguns exemplos, como uma pedalada pelos Alpes da Suíça enquanto o usuário está se exercitando em casa, na sua bicicleta ergométrica, ou uma demonstração em que se assume o papel de Godzilla, destruindo uma cidade em tamanho “real”. Tudo pode ser visto em 360 graus, com alta definição e gigantesco potencial de imersão. E o melhor: é uma possibilidade que já está disponível hoje, caso você tenha um celular topo de linha com Android e o Samsung Gear VR - ou o Cardboard, o protótipo de papelão criado justamente para baratear o custo desse tipo de acessório.

Mas tudo isso não deve desviar um dos principais focos do YouTube: a ideia de que ver vídeos é extremamente divertido. Realidade virtual, monetização, assinaturas, criadores, networks, tudo isso importa para Mengerink, mas o ponto principal para o site é o entretenimento, e nada disso pode entrar no caminho. É por isso que a empresa está cautelosa em introduzir novidades e normalmente o faz de forma a não interferir com o negócio principal, como aconteceu com o serviço de assinaturas Red e a interface Gaming.

O engenheiro encontra outro desafio, já que o YouTube se torna cada vez mais a menina nos olhos do Google, principalmente em seus resultados financeiros, e enxerga um crescimento de 60% em relação ao ano passado em um movimento que não para de ganhar força. Manter esse conceito, além de expandir a plataforma, é a principal missão do executivo, uma para a qual ele diz estar preparado, principalmente por sua experiência anterior com serviços como eBay e PayPal. Sobre isso, ele afirma que cuidar de um e-commerce e um site de vídeos não é tão diferente assim.

Foi essa experiência diversa que o trouxe para o cargo, contra conselhos da própria diretoria do Google, de acordo com alguns rumores. Nesse processo de expansão cada vez maior do YouTube, agora é hora de Mengerink mostrar que sabe o que está fazendo. E pelo jeito, a realidade virtual é o caminho inicial para isso.

Fonte: CNET

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