Pornhub pode “lerdear” conexões em protesto por neutralidade na rede

Por Redação | 16 de Junho de 2017 às 13h34

O Pornhub, um dos maiores conglomerados de sites pornográficos do mundo, anunciou sua adesão a um protesto a favor da neutralidade da rede nos Estados Unidos. E como parte da demonstração, marcada para o dia 12 de julho, cogita reduzir artificialmente a velocidade de carregamento de seus vídeos como forma de demonstrar aos usuários o reflexo da manipulação de tráfego.

A ideia é implementar um ícone de carregamento que seria mostrado mesmo quando não fosse necessário, acompanhado de mensagens indicando que essa pode ser a realidade caso exista a mudança nas leis americanas que podem acabar com a neutralidade. O Pornhub se posiciona ao lado da Amazon, Reddit, Mozilla e outros nomes da tecnologia nesse protesto.

Essa ação, entretanto, não foi confirmada, com o CEO da companhia, Corey Price, afirmando que essa é apenas uma das ideias que estão à mesa. Segundo ele, ninguém, na indústria pornô, jamais gritou por uma ação mais lenta, mas é justamente isso que pode acontecer caso as autoridades sigam em frente com as normas que garantem uma rede neutra nos Estados Unidos.

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O temor pelo fim de tais garantias vem da postura do diretor da Comissão Federal de Comunicação, Ajit Pai, que junto a outros legisladores, desejam revogar leis da gestão Obama que regulam a internet como um serviço essencial. Sendo assim, cairiam por terra os ideais de que a rede deveria prover acesso a todos sem distinção do conteúdo, deixando na mão das operadoras esse tipo de controle.

Nos Estados Unidos, entretanto, a ideia é um pouco diferente da que foi ventilada no Brasil antes da aprovação do Marco Civil da Internet. Se aqui o prognóstico era de uma redução de velocidade em serviços mais pesados, como forma de reduzir a carga e a necessidade de investimento pelas empresas, a ideia nos EUA é de que operadoras poderiam privilegiar os próprios serviços com mais velocidade, reduzindo artificialmente a do concorrente.

O protesto marcado para 12 de julho acontece cinco dias antes da entrega de propostas finais pelos legisladores sobre a proposta de acabar com as garantias propostas pelo governo Obama. Depois, sem prazo definido, o governo deve fazer a escolha final sobre a manutenção das normas, o fim delas ou eventuais mudanças.

Fonte: Motherboard

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