Pornhub cria página para denúncias de “pornô de vingança”

Por Redação | 14 de Outubro de 2015 às 08h32

O Pornhub abriu nesta semana uma página especial para pedidos de remoção de fotos e vídeos de “pornô de vingança”. Na página, cedendo apenas informações simples como nomes, e-mail e links, é possível solicitar que as imagens sejam retiradas do ar, algo que, claro, acontece mediante investigação. Cuidado ao clicar no link, ele contém anúncios com imagens pornográficas.

A ideia, de acordo com o Pornhub, é criar uma comunidade ainda mais segura. Como um dos maiores sites eróticos do mundo, o serviço também acaba sendo uma parada obrigatória para uploads desse tipo, feitos pelos próprios responsáveis pelo vazamento ou por terceiros que, por uma maneira ou outra, acabam recebendo tais conteúdos. Conter a proliferação desse tipo de material na internet pode ser quase impossível, mas pelo menos um dos maiores nomes do setor parece estar fazendo algo para impedir sua popularização.

Anteriormente, esse tipo de pedido já podia ser feito, mas por e-mail. Agora, o Pornhub espera simplificar o processo, dando às vítimas um espaço dedicado e simples para que possam fazer suas queixas, explicar a situação e pedir a retirada do conteúdo do ar. Segundo o site, quanto maior o volume de informação passado, mais rápida será a investigação para verificação se o conteúdo em questão é mesmo um pornô de vingança.

Além disso, o serviço deixa de exigir algo que é comum na maioria dos pedidos de remoção de qualquer tipo de conteúdo: uma cópia de um documento de identidade. Assim, pensa o site pornô, a vítima pode proteger sua identidade até mesmos dos responsáveis pelo site, podendo utilizar nome e e-mail anônimos para solicitar a remoção. Nesse caso, por outro lado, a situação precisa ser melhor explicada para que a veracidade do relato possa ser confirmada.

A atitude também deve ser seguida por outros nomes do setor e chega, ainda, para atender à passagem cada vez mais frequente de leis que lutam contra essa prática nos diversos estados norte-americanos. Nos EUA, a justiça está fechando cada vez mais o cerco contra ex-namorados, hackers e qualquer indivíduo que vaze vídeos íntimos sem o consentimento dos envolvidos. Alguns acusados já foram até mesmo condenados, com penas que variam desde multas e serviços comunitários até uma temporada na prisão.

Grupos de ativistas pela privacidade e direitos das mulheres também comemoraram a decisão, afirmando que ela abre um precedente importante não apenas para a luta contra a proliferação de pornografia de vingança, mas também contra a impunidade de quem compartilha esse tipo de material.

Mesmo assim, tais grupos já fazem uma pequena crítica com relação aos anúncios exibidos na página de denúncias do Pornhub. Como eles fazem parte do mesmo sistema que o restante do site, as cenas exibidas ali são explícitas, algo que também pode acabar tornando a experiência de denunciar um pouco vexatória para as vítimas.

Além disso, os ativistas pedem que o site, assim como todos os outros, incluam avisos de que o upload de pornô de vingança ou imagens obtidas sem o consentimento dos envolvidos é ilegal e que os responsáveis estão sujeitos às penas da lei. Pode parecer algo pouco importante, mas que para os grupos pode acabar servindo também como uma forma de prevenir a hospedagem das cenas.

Fonte: The Verge

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