Por que os funcionários da Tesla têm medo de Elon Musk

Por Redação | 18 de Maio de 2015 às 11h45
photo_camera Divulgação

O livro "Elon Musk: Tesla, SpaceX e a busca por um futuro fantástico", da jornalista Ashlee Vance, ainda não tem data de lançamento no Brasil, mas já está ajudando a revelar muitas histórias sobre o jovem empreendedor bilionário.

Depois de descobrirmos que mesmo com tanto dinheiro Elon Musk ainda não possui a sua própria casa no Vale do Silício e que também que já enfrentou decisões bem difíceis para manter suas duas empresas gigantes, agora chegou a vez de entender por que os funcionários da Tesla temem seu chefe.

Trabalhar com um líder tão excêntrico, brilhante e intenso como Musk traz uma série de desafios e benefícios. Em seu depoimento para o livro, J.B. Straubel, diretor de tecnologia da Tesla e um dos cofundadores da empresa, descreveu Musk como um companheiro de trabalho "difícil". Ele disse ainda que muitos funcionários podem ter medo dele.

"Eu realmente tento recuar e colocar o meu ego de lado. Elon é incrivelmente difícil de trabalhar, mas isso acontece principalmente porque ele é muito apaixonado. Ele pode ficar impaciente e dizer: 'Que droga! Isso é o que temos que fazer!' e algumas pessoas vão ficar em estado de choque e catatônicas. Parece que as pessoas podem ficar com medo dele e acabar paralisadas de uma maneira estranha", completou o executivo.

Straubel disse que apesar desse lado complicado, ele respeita muito Musk. "Ele tem impulsionado essa coisa com o seu sangue, suor e lágrimas. Ele arriscou mais do que ninguém. Isso não poderia funcionar sem Elon", disse.

Já um ex-funcionário anônimo da Tesla foi mais enfático ao descrever a sua experiência de trabalho com Musk para a jornalista responsável pelo livro, dizendo que alguns empregados foram mandados embora de uma maneira não muito amigável.

"Na minha opinião, a pior característica de Elon é, de longe, sua completa falta de lealdade e conexão humana. Muitos de nós trabalhamos incansavelmente para ele durante anos e fomos mandados para a rua como um pedaço de lixo sem pensar duas vezes. Talvez ele tenha feito isso para deixar os demais trabalhadores em suas mãos e com medo; talvez ele não seja capaz de manter uma conexão humana a um grau notável. O que ficou claro é que as pessoas que trabalhavam para ele eram como munição: utilizada para uma finalidade específica até esgotar e ser descartada", desabafou o ex-funcionário.

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