Plataforma de camgirls usa blockchain para garantir anonimato em pagamentos

Por Redação | 26 de Janeiro de 2018 às 13h53

O termo blockchain ficou associado às criptomoedas, mas, na verdade, essa tecnologia serve para descentralizar operações como medida de segurança, criando um índice global de transações realizadas em um determinado mercado. E um mercado que já começou a abraçar o blockchain são os sites de camgirls.

Até então, esses vários sites funcionavam mais ou menos da mesma forma: a garota se inscreve e, quando aprovada, fornece seus dados para que uma forma de pagamento seja cadastrada. O dinheiro obtido por cada show é pago pelo visitante ao site, que repassa uma porcentagem à camgirl por meio de transações virtuais, que podem ser crédito em sistemas como o PayPal, por exemplo, ou transferências para cartões de crédito internacionais.

Com o blockchain e aceitando pagamento via moedas virtuais, as plataformas de camgirls conseguem operar aproveitando a segurança, privacidade e anonimato fornecidos. Além disso, as modelos conseguem receber seus pagamentos mais rapidamente, sem precisar esperar pelo tempo necessário para que as transações sejam computadas usando outros sistemas. Nos moldes tradicionais, há camgirls que podem levar de 1 a 4 semanas para receber o pagamento.

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Um site que já começou a usar o blockchain para operar é o Live Stars, que já substituiu os pagamentos usando sistemas internos por tokens. Esses tokens podem ser pagos usando Bitcoin e Ethereum, que ficam como crédito para o usuário do site gastar quanto, por quanto tempo, e com a camgirl que desejar, podendo pedir devolução de valores caso deseje. E também o visitante faz pagamentos de maneira anônima, não precisando usar o seu cartão de crédito nominal para isso.

Ainda, com o blockchain a modelo não precisa mais fornecer seus dados pessoais para receber o dinheiro, já que o pagamento via criptomoedas é anônimo, apesar de manter registros públicos. Elas somente precisam apresentar um documento de identidade ao site que gerencia a plataforma de camgirls para que eles consigam comprovar sua data de nascimento, garantindo que sejam mesmo maiores de idade.

Pelo fato de a tecnologia eliminar a necessidade de intermediários, o Live Stars consegue repassar uma porcentagem maior para as camgirls, que, agora, é de 70%. Há sites tradicionais que repassam apenas 20% para cada modelo. Portanto, o blockchain quando aplicado ao universo das camgirls acaba sendo benéfico para todos: visitantes, plataforma e modelos.

Fonte: The Next Web

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