Pesquisa revela que apenas 10% das casas brasileiras têm banda larga fixa

Por Redação | 22 de Setembro de 2014 às 12h58

Parece que o acesso amplo à banda larga no Brasil ainda está longe de se tornar realidade. Segundo pesquisa recente do PNAD (Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios), cerca da metade da população brasileira possui acesso à internet e a desigualdade digital no país ainda é preocupante.

Dados divulgados pela União Internacional de Telecomunicações (UIT) mostram que o Brasil está na 74ª posição no ranking mundial de conectividade, visto que 48,4% da população do país está sem acesso à rede mundial. A UIT sugere que em 2017 mais da metade da população mundial terá acesso à internet, 20 anos após o início comercial da internet pelo mundo. Em 2013, mais de 40% da população no mundo, cerca de 2,3 bilhões de pessoas, estava conectada. Esse número deve chegar a 2,9 bilhões ao final deste ano.

O Brasil alcançou a marca de 51,6% da população com acesso à internet, mas apenas 10% contam com acesso à banda larga. Celulares e tablets são o grande impulso do acesso à rede mundial no país, com mais da metade dos internautas brasileiros utilizando os celulares para acessá-la.

Dos mais de 194 países analisados, 77 possuem mais de 50% da população conectada com à internet. Os dez primeiros países do ranking estão na Europa, sendo a Islândia o país que conta com a maior taxa de conectividade: 96% da população têm acesso à rede. A desigualdade é notada quando comparada à Africa, onde países como Nigéria, Etiópia, Guiné e Serra Leoa apresentam uma taxa de penetração inferior a 2% dos habitantes.

No ranking mundial, o Brasil ocupa a modesta 74ª posição. Entre os países em desenvolvimento, a situação também não é animadora: o país ocupa somente a 34ª posição. O relatório também revelou que a penetração da internet nas residências brasileiras é de apenas 42% - número infinitamente inferior se comparado a Coreia do Sul, cuja taxa hoje é de 98%. Vale lembrar que até os anos 1980 o país asiático possui o PIB per capital igual ao do Brasil.

No acesso à banda larga em casa, o Brasil está posicionado na 73ª posição com apenas 10,1% de penetração e atrás de países como Bósnia e Geórgia. Mônaco com 44%, Suíça com 43% e Dinamarca com 40% lideram a lista.

Mas nem todos os números do Brasil podem ser encarados com pessimismo. Se o acesso de internet nas residência é falho no país, em celulares é elevado. Com 51% de penetração, o Brasil aparece na 37ª posição entre os países com acesso à banda larga em celulares, um dado animador. Neste ranking, os dez primeiros apresentam taxas de penetração acima de 100%. Singapura possui 135 assinantes de banda larga para cada 100 pessoas, um número bastante expressivo.

Certamente a internet em dispositivos móveis definirá o futuro da rede. Segundo a UIT, hoje há três vezes mais pessoas conectadas por meio móvel do que banda larga fixa. Tal número possibilita que mais de 1,9 bilhão de pessoas no mundo tenham acesso às redes sociais. No Brasil, a porcentagem de penetração de usuários da internet em redes sociais está acima da média, com 48%.

A UIT ainda aponta que 2,3 bilhões de pessoas no mundo estarão conectadas ao final de 2014 por meio de tablets e celulares. Em apenas cinco anos, essa taxa deverá ser elevada consideravelmente para 7,6 bilhões.

Mesmo com números otimistas, a Organização das Nações Unidas se preocupa com a desigualdade de acesso existente. Segundo Irina Bokova, diretora da Unesco, "apesar do crescimento fenomenal da Internet, ainda existem muitas pessoas que continuam desconectadas".

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