Pelo Twitter, Elon Musk tenta justificar sua permanência no conselho de Trump

Por Redação | 05 de Fevereiro de 2017 às 16h00

O CEO da Tesla, Elon Musk, recebeu criticas pesadas nesta semana por sua decisão de permanecer com um dos conselheiros econômicos de Donald Trump, mesmo frente às decisões polêmicas do presidente dos Estados Unidos que revoltaram boa parte dos americanos e representates da indústria de tecnologia.

Pelo Twitter, Musk tentou neste sábado (04) justificar sua permanência no conselho, argumentando que se não fosse sua presença nas reuniões, temas importantes, como a ordem executiva de Trump que baniu a entrada de cidadãos de sete países de maioria islâmica nos Estados Unidos, sequer estariam na pauta.

"A meu pedido, a agenda para a reunião da Casa Branca de ontem passou de não mencionar a proibição de viagem para que ela fosse o primeiro assunto", escreveu o executivo em uma sequência de tuítes publicadas ontem, em referência à reunião do conselho de Trump realizada na última sexta-feira (03).

"Além disso, eu mais uma vez levantei [a questão] do clima. Eu acredito que estou fazendo o bem, assim permanecerei no conselho. Fazer o contrário seria errado", afirmou na mensagem seguinte.

O executivo adimite, no entanto, que não está empolgado com sua participação na política, já que a agenda do conselho o está separando de sua missão principal, de "inventar e desenvolver tecnologias que melhoram vidas".

Ainda assim, afirmou que acredita que a a luta contra algumas das políticas de Trump deve acontecer "em várias frentes" –, mas como as reuniões na Casa Branca acontecem a portas fechadas, ninguém sabe exatamente o que Musk está fazendo.

A permanência de Musk no conselho de Trump tem ferido a reputação do empresário e de sua companhia. Na última semana, a empresa já enfrentou o cancelamento de pedidos de seus Model 3 de uma série de clientes, que citaram a participação de Musk na gestão de Trump como motivo para não comprar mais da Tesla.

A decisão de Musk é contrária à de Travis Kalanick, CEO da Uber, que anunciou na última quinta-feira (02) que se afastaria do conselho consultivo de Trump. Assim como a Tesla, a Uber foi alvo de uma campanha de boicote por parte de usuários, que resolveram desinstalar o aplicativo de seus smartphones após a Uber ter decidido baixar o preço de suas corridas durante uma greve de taxistas em apoio aos imigrantes nos EUA.

"Hoje mais cedo eu falei brevemente com o presidente sobre a ordem executiva anti-imigração e seus problemas para nossa comunidade", escreveu Kalanick na ocasião. "Também disse a ele que eu não estaria disposto a participar de seu conselho econômico. Fazer parte do grupo não significa apoiar o presidente ou sua agenda, mas infelizmente, tudo foi erroneamente interpretado dessa forma".

Via: Tech Crunch

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