PayPal vai negar serviço a grupos de ódio após manifestações nazistas nos EUA

Por Redação | 16 de Agosto de 2017 às 14h28

O PayPal prometeu retirar seus serviços de pagamento on-line de sites relacionados à disseminação de ódio, violência e intolerância após os trágicos eventos do fim de semana passado, em Charlottesville, Virgínia.

A empresa modificou a política dos termos de uso após o relatório do Southern Poverty Law Center divulgado na terça-feira (15). A análise indicou que os organizadores da manifestação racista arrecadaram dinheiro com o PayPal.

No domingo, um carro atropelou um grupo de pessoas que protestavam contra a manifestação da supremacia branca. Uma mulher de 32 anos morreu.

Em comunicado à imprensa, o PayPal lamenta os fatos que ocorreram em Charlottesville. "As vidas perdidas devido ao ódio e à intolerância são uma tragédia para cada pessoa em nosso país", diz o texto divulgado.

Motorista atropela manifestantes contra o racismo em Charlottesville (Foto: ProPublica/Ryan M.Kelly/AP)

A empresa discute os limites do diálogo. "O PayPal se esforça para encontrar o equilíbrio entre a liberdade de expressão e o diálogo aberto, e nesse caso encontram-se a limitação e o fechamento de sites que aceitam pagamentos ou levantam fundos para promover o ódio, violência e intolerância."

O PayPal disse que sua política dos termos de uso era de longa data. "Mas, independentemente do indivíduo ou organização em questão, trabalhamos para garantir que nossos serviços não sejam usados para aceitar pagamentos ou doações para atividades que promovam o ódio, violência ou intolerância racial. Isso inclui organizações que defendem pontos de vista racistas, como o KKK, grupos supremacistas ou nazistas."

A equipe de analistas do PayPal irá avaliar os casos  que violam a política de uso do serviço de pagamento. 

Facebook apaga links

Esta é a segunda medida contra os atos racistas desde os ocorridos no fim de semana em Charlotesville. 

Na terça-feira (15), o Facebook apagou links que zombavam da mulher que morreu nos protestos, Heather Heyer. Dois policiais também morreram nos confrontos e pelo menos 34 pessoas ficaram feridas.

Fonte: The Register