OneWeb quer fornecer banda larga a todo o mundo com lançamento de 648 satélites

Por Redação | 19.10.2015 às 09:40

A OneWeb pretende entrar em operação até o começo de 2020 e fornecer internet banda larga para todo o planeta. O plano de negócios inclui o lançamento de um total de 648 satélites de órbita baixa (LEO) em 18 meses. A iniciativa não é pioneira, já que nos anos 1990 foram lançados projetos de fornecimento de conexão à internet a partir de uma frota de centenas de satélites de baixa órbita, mas os resultados não foram os esperados.

Greg Wyler, fundador da OneWeb, garante que agora o destino será diferente. Durante o Congresso Latino-Americano de Satélites 2015, no Rio de Janeiro, Wyler disse que "em 1997 eram projetos incríveis, mas a tecnologia não era tão boa e a maior mudança veio com a evolução dos semicondutores, cada vez menores e com maior capacidade. Isso afeta o terminal e a massa do satélite e agora fiou muito fácil".

A OneWeb está desenvolvendo os satélites para que eles tenham uma vida útil estimada entre 10 e 12 anos, com capacidade inicial de 10 Gbps cada e baixa latência. "Isso nos permitirá oferecer banda larga para serviços móveis e fixos, combinados com redes móveis, em lugares remotos e de baixo desenvolvimento. Porque nosso negócio não é vender Mhz, nosso mercado é muito mais diversificado e a chave para conectar o mundo todo é 'empoderar' as comunidades para que criem suas próprias redes", afirma Wyler.

Faz parte dos planos da companhia um terminal a base de energia solar para receber os sinais de satélite de US$ 250 e um custo pelo serviço de apenas 10% da renda do indivíduo que contratá-lo. O terminal está sendo desenvolvido pela Hughes e funcionaria como um hotspot para a comunidade, já que com o chipset da Qualcomm integrado seria capaz de combinar a conectividade do satélite com tecnologias 2G, 3G, 4G e ainda Wi-Fi. Wyler prevê que "esse custo pode ser rateado pela comunidade e depois poderá virar fonte de receita vendendo a capacidade para operadoras móveis. Nosso sistema é desenhado para integrar, e uma vez que o modelo de negócios pegar, as operadoras serão parceiras". A Qualcomm e Hughes são investidoras da OneWeb, assim como Coca-Cola, Grupo Salinas, Virgin, Airbus, entre outras.

O fundador da OneWeb explica que os terminais passarão a funcionar como estações radiobase (ERBs) de telefonia móvel. Tal capacidade seria comercializada pela própria OneWeb com as operadoras móveis que tenham interesse na infraestrutura de antenas. Autoridades governamentais também se interessariam pela tecnologia integrada de satélites e telefonia móvel, segundo Wyler. Seria uma grande oportunidade de desenvolver serviços de emergência e resposta a catástrofes.

Via Mobile Time

Fonte: http://m.mobiletime.com.br/news/421542