Oi trará 4,5G para 26 localidades do País até outubro

Por Stephanie Kohn | 17 de Abril de 2018 às 15h14

Depois de perder receita em todas as grandes áreas de atuação e enfrentar um ano difícil com o processo de recuperação judicial, a operadora Oi se diz pronta para "um novo momento". Em coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (16), em Campinas (SP), a companhia informou que, com a aprovação do Plano de Recuperação Judicial, que converte as dívidas da empresa em ações e adiciona R$ 11 bilhões no caixa, a operadora vai se focar em novas ofertas e melhores experiências dentro de suas plataformas digitais.

"Usamos 2017 para estabilizar e esse é um novo momento. Nosso objetivo é melhorar a experiência do usuário e diminuir custos", comentou Roberto Guernzburger, diretor de produtos e mobilidade. "Outro desafio é ampliar a base de pós-pago que na concorrência cresce e na Oi não. Com as melhorias nos produtos e cobertura acredito que vamos seguir a tendência do mercado e virar esse jogo", completou. 

O diretor ainda revela que quer crescer dois dígitos este ano tanto no Pós quanto no Pré e o Controle. Sendo assim, a Oi lança ofertas mais atrativas para pré e pós-pago: Oi Livre e Oi Mais Digital, respectivamente. No primeiro plano, o cliente tem minutos ilimitados para falar com qualquer operadora no Brasil e pode trocar minutos por mais internet diretamente pelo app. Já no pós-pago é possível incluir até quatro dependentes na oferta, compartilhando internet, e fazer a gestão do plano e da banda também via aplicativo.

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Preços dos novos planos da Oi (Foto: Stephanie Kohn / Canaltech)

A novidade maior, no entanto, fica por conta dos conteúdos em vídeo gratuitos, em parceria com a Fox, Discovery, ESPN (com destaque para a transmissão dos jogos da Copa do Mundo) e HBO (a partir de maio), que são disponíveis com a contratação do plano. Vale lembrar que os vídeos consomem a franquia e, por isso, a empresa incentiva o uso de WiFi.

Toda a gestão dos planos pode ser feita por meio do app Minha Oi, que também foi reformulado.

Parceiros de conteúdo da Oi (Foto: Stephanie Kohn / Canaltech)

Investimento e futuro

A nova postura chega junto de um aporte de, no mínimo, R$ 4 bilhões até o último trimestre do ano. Roberto explica que o destino do dinheiro serão as expansões das redes de fibra óptica e 4G, e a transformação digital. Com isso, a empresa passará de R$ 5,5 bilhões em investimento em 2017 para R$ 7 bilhões em 2018.

"Quando o leilão da faixa de 700Mhz acontecer, vamos avaliar a participação. Hoje entendemos que para melhorar o 4G não precisamos dessa faixa. Em cidade menores e estradas funciona muito bem, mas no geral piora a experiência do usuário", comentou Ermindo Cecchetto, diretor de produtos residenciais e convergência.

Com isso em mente, a estratégia da Oi é o refarming para o 4.5G que, de acordo com Cecchetto, vai se tornar padrão em breve e dá um salto qualitativo na conexão. As duas cidades que reberão o sinal já em julho são Salvador e Fortaleza. Até outubro mais 26 locais serão cobertos pelo 4.5G. Para o diretor, o 5G deve demorar pelo menos três anos para se popularizar no país.Oi reafirma sua estratégia (Foto: Stephanie Kohn / Canaltech)

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