No Paquistão, YouTube ganha versão local para evitar banimento

Por Redação | 19 de Janeiro de 2016 às 18h19

Após mais de três anos, os cidadãos do Paquistão finalmente podem voltar a acessar o YouTube. Em um trabalho conjunto com o governo do país, o Google lançou nesta semana uma versão do serviço exclusiva para o território que, diferente do restante do mundo, possui uma espécie de “linha direta” para que as autoridades possam reportar com mais facilidade os conteúdos proibidos.

Basicamente, trata-se de uma versão incrementada de sistemas que já existem hoje em dia, só que em vez de remover os vídeos completamente da rede, eles serão apenas bloqueados para o povo paquistanês. De forma a garantir que não exista nenhum tipo de censura, o Google garante que todos os pedidos de remoção serão analisados de forma profunda, como já acontece na Europa, por exemplo, onde leis garantem aos usuários o “direito a ser esquecido”.

Os parâmetros para bloqueio têm a ver com as leis locais, da mesma forma como acontece em outros lugares do mundo. Sempre que um conteúdo é identificado como irregular, ele é bloqueado ou retirado do ar completamente. A principal diferença é que, no Paquistão, existe o crime de blasfêmia, passível inclusive de pena de morte, apesar de o sistema judiciário do país nunca ter julgado um caso desta maneira.

No centro de toda essa questão está o filme “A Inocência dos Muçulmanos”, um curta-metragem de 13 minutos que causou polêmica, principalmente em países muçulmanos, devido à sua orientação anti-islâmica. Outros países, como Índia, Malásia, Líbia e Singapura, também exigiram a retirada da produção do ar, enquanto o Egito chegou a bloquear o YouTube por um mês.

O curta também causou protestos no Brasil, mas por aqui ele continua acessível por meio do YouTube. “A Inocência dos Muçulmanos” também foi a fagulha que deu origem a protestos contra o preconceito, muitos deles violentos e, inclusive, responsáveis pela morte do embaixador americano e dois funcionários dos EUA residentes na Líbia.

Fonte: Reuters

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