Netflix ainda tem dificuldades em bloquear acessos por VPN

Por Redação | 11 de Fevereiro de 2016 às 12h21
photo_camera Shardayyy/Flickr

No começo de 2016, a Netflix declarou guerra aos provedores de serviços de VPNs, anunciando que passaria a bloquear o acesso por usuários que usassem tal tecnologia para consumir conteúdo de suas versões internacionais. Cerca de um mês e meio depois, entretanto, especialistas apontam que essa é uma batalha perdida e que a plataforma de streaming simplesmente não é capaz de impedir esse tipo de utilização.

Oficialmente, todos os assinantes deveriam ser impedidos de acessar o catálogo da Netflix fora de seu país de origem. Na prática, entretanto, apenas dois serviços de VPN alegaram terem realmente sido bloqueados, em uma medida que durou apenas o tempo até que seus clientes apontassem isso. Uma rápida mudança nos protocolos resolveu o problema e todos puderam voltar a acessar conteúdos internacionais sem problema algum.

Trata-se de um trabalho complicado de um lado, e extremamente simples do outro. Para bloquear a utilização de um VPN, a Netflix precisa descobrir quais são os IPs utilizados pelos provedores desse tipo de serviço e bani-los de seus sistemas. Basta que um provedor desse tipo de tecnologia modifique os números de acesso, entretanto, para que os usuários voltem a poder utilizá-lo para esse fim.

Depois, veio a ajuda do PayPal no bloqueio de pagamentos de assinaturas para VPNs, no que, de acordo com a plataforma financeira, seria uma quebra em seus termos de uso. As empresas do setor não se importaram muito e começaram, simplesmente, a receber as assinaturas diretamente pelo cartão de crédito, e até o momento, nenhuma queda em números de utilização ou usuários foi sentida como reflexo da medida.

No fim das contas, pouco mudou, e os usuários de VPNs, no máximo, tiveram inconveniências momentâneas quando se viram proibidos de utilizar a Netflix por algumas horas. Para especialistas, não existe maneira de impedir esse tipo de utilização pelo simples fato de que tais redes privadas são criadas, justamente, para propiciar a liberdade na rede. Além de conteúdo internacional por streaming, aqui, estamos falando também de países com restrições no acesso à internet. Ou seja, pelo menos em teoria, os provedores desse tipo de tecnologia sabem o que estão fazendo.

Na outra ponta, porém, está uma pressão dos detentores de conteúdo quanto a licenciamentos regionais e exibições – e é justamente esse o motivo que impede a Netflix brasileira de, por exemplo, conter o mesmo acervo da versão americana. Até o momento, entretanto, não foi encontrada uma forma realmente eficaz de resolver a questão, e a batalha, normalmente atingindo o usuário, deve continuar.

Fonte: Slash Gear

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