Nasa e EEI trabalham em tecnologia para conectar todo o sistema solar

Por Redação | 22 de Junho de 2016 às 20h00

Com o objetivo de oferecer conexão de internet no mundo todo a partir de exploração do sistema solar, a Estação Espacial Internacional (EEI, ou ISS, na sigla original) recentemente adicionou a tecnologia de conectividade DTN, da Nasa, a seu kit de recursos de teleciência.

Mas você sabe o que é um DTN? O DTN (Delay/Disruption Tolerant Networking, ou Rede de tolerância a atraso, em tradução livre) é uma ferramenta de protocolo de rede feita para ser forte o suficiente para aguentar até as maiores interrupções de conectividade, como, por exemplo, quando um planeta inteiro ou uma estrela passa no meio de dois nódulos de rede.

Ele é empregado principalmente para estudos no espaço, já que muitos elementos podem atrapalhar uma conexão de qualidade fora da Terra. No caso do modelo estudado pelas agências, será possível conectar vários pontos do sistema solar a partir do mesmo princípio projetado para enviar sinais diretamente do espaço para a Terra, a partir de satélites, repetidores de sinal e até mesmo equipamentos usados pelos próprios astronautas.

Atualmente, a conexão no espaço não é um problema, mas futuramente deverá se tornar uma questão preocupante, já que cada vez mais satélites, espaçonaves e equipamentos começam a se tornar presentes na órbita terreste.

O DTN em si tem o poder de uma pequena estrela, e para criá-lo a NASA colaborou com o pesquisador Vint Cerf, que está otimista em relação à internet em escala de Sistema Solar. "Nossa experiência com o DTN na estação espacial foi importante para aplicações na Terra principalmente relacionadas às comunicações mobile. Em alguns casos, a bateria será um problema e os dispositivos podem ter que adiar a transmissão de dados até que a carga de bateria esteja adequada. Essas noções são relevantes para o campo de 'Internet das Coisas'", disse ele.

O DTN é fruto de uma grande colaboração entre diversas organizações, e muitas de suas implementações estarão disponíveis como open source.

Veja um vídeo que explica um pouco mais sobre a tecnologia:

Via: Tech Crunch