Na Câmara dos Deputados, CGI apresenta alternativas contra bloqueio do WhatsApp

Por Redação | 01 de Junho de 2016 às 21h45
photo_camera Divulgação

Nesta quarta-feira (1), aconteceu um debate sobre o "bloqueio de internet" na Câmara dos Deputados que reuniu diversos especialistas do ramo. Contrário à qualquer ação judicial ou legal que permita o bloqueio de conteúdos na internet, o integrante do Comitê Gestor da Internet (CGI), Thiago Tavares, se manifestou: "Qualquer bloqueio de conteúdo na internet mantém o crime impune. A invisibilidade é o combustível da criminalidade e por isso os crimes devem ser investigados, e não escondidos".

É inevitável pensar que a tecnologia é uma grande ferramenta na apuração de condutas, mas, diante dessa situação, Tavares não vê a proibição como uma solução e propõe alternativas: "Na internet, a solução é sempre tecnológica". E exemplificou: "Foi assim que a Lava Jato descobriu um grande material para as investigações".

Recentemente, milhões de usuários foram prejudicados pela medida extrema adotada pela justiça brasileira que mandou bloquear o WhatsApp. Das alternativas propostas, ficou claro que o juiz pode tomar decisões não tão drásticas e manter a eficiência no caso, como fazer busca e apreensão do celular dos investigados – afinal, todas as mensagens disparadas no app ficam armazenada no aparelho.

“A única coisa que não podemos permitir é que as empresas ou uma única pessoa tenham acesso a uma 'porta dos fundos', ou o back door, pois essa porta permite fazer a devassa na comunicação via internet de qualquer cidadão. É muito poder para um único grupo de pessoas”, se posicionou o integrante do CGI.

Fonte Telesíntese

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