MP quer que Google e Facebook removam vídeos de performance do MAM

Por Redação | 03 de Outubro de 2017 às 18h09

Na última semana, uma performance artística envolvendo um homem nu no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM) causou uma polêmica e tanto nas redes sociais. O motivo foi a visita de uma criança, acompanhada de sua mãe, tocando no corpo do artista Wagner Shwartz, durante a performance La Bête, inspirada em um trabalho de Lygia Clark.

Em um determinado momento, o premiado artista se coloca nu e entregue à performance, convidando o público a tocá-lo sem conotação sexual. Então, um visitante filmou e publicou nas redes sociais a cena da criança tocando nas pernas e pés do artista, que foi acusado de pedofilia pelos internautas. Agora, o Ministério Público está exigindo que o Google e o Facebook removam este e outros vídeos da apresentação porque expõem a criança a uma situação de "vexame e constrangimento". Caso o pedido não seja cumprido, o MP entrará com uma ação judicial para que seja feita a exclusão das imagens para proteger a integridade da criança.

Para o promotor Eduardo Dias, "quem estiver divulgando este vídeo nas redes sociais sem borrar o rosto da criança também pode ser responsabilizado, se o promotor penal que está investigando o caso entender que há algum crime", como a pedofilia, conforme as acusações dos usuários. O inquérito aberto no MP investiga se havia uma classificação indicativa de idade no museu, informando que a apresentação continha nudez, e também avalia a conduta da mãe, que levou a criança ao MAM.

A repercussão negativa do caso foi tamanha que duas notícias falsas circularam nas redes sociais, sendo que uma delas chegou a dizer que o artista foi morto a pauladas, enquanto outra comunicava que a Justiça havia decretado sua prisão. O Tribunal de Justiça de São Paulo desmentiu as informações, explicando que não há em andamento nenhum processo criminal contra o artista ou o museu, havendo "apenas procedimento de apuração de infração administrativa às normas de proteção à criança ou adolescente". O caso corre em segredo de Justiça.

Fonte: G1

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