Motorista do Uber devem realizar paralisação de 24 horas

Por Redação | 18 de Março de 2016 às 16h03

Apresentado como uma alternativa para quem queria trabalhar como motorista e gerar uma renda extra para a sua família (ou mesmo para ter esta como a sua única função), o Uber já começa a sofrer no Brasil críticas relacionadas ao valor repassado aos profissionais a cada corrida realizada. Em face disso, motoristas parceiros do serviço de carone ameaçam paralisar os trabalhos durante 24 horas no dia 28 de março, a segunda-feira após o feriado de Páscoa, a partir das 5 horas da manhã.

De acordo com a Folha de S.Paulo, a razão para a suspensão dos serviços durante um dia inteiro é o “valor irrisório” cobrado pelas corridas, considerado insuficiente para a manutenção de seus veículos.

“É um trabalho que não compensa", diz Alexandre Freitas, um dos mentores da paralisação. "Tem gente que está trabalhando mais de 12 horas por dia para tirar muito pouco”. Conforme informações veiculadas em grupos virtuais que reúnem motoristas do Uber, as reivindicações incluem o aumento de 20% no valor das corridas e um controle maior no cadastramento de novos motoristas.

Segundo o presidente da associação dos motoristas do Uber, Nelson Bazolli, os preços baixos praticados pela plataforma pode ser interessante para atrair clientes, mas não dão conta das necessidades dos motoristas. "Deixa de se dar água [aos clientes], deixa de se dar bala, os pneus começam a desgastar, a manutenção e a limpeza do carro não conseguem ser mantidas em dia. Já escutamos que a qualidade está caindo", comenta.

Por sua vez, o Uber afirma que, baseado em dados de mais de 400 cidades em que o serviço atua, o preço mais baixo atrai mais clientes e permite ao motorista realizar uma quantidade maior de corridas, sendo possível ganhar ainda mais. "O aumento na demanda significa que os parceiros passam a fazer mais viagens por hora e ficam menos tempo rodando entre uma viagem e outra", informou a empresa em comunicado.

Fonte: Folha de S. Paulo

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