Michel Temer vira piada na web após vazamento de áudio

Por Redação | 12 de Abril de 2016 às 20h26

“Eu tenho pena é do secretário que ficou 15 minutos segurando o botão de gravação do WhatsApp enquanto o Temer falava”. A gente começa essa notícia assim, com as aspas de um usuário do Twitter, referindo-se a um arquivo de áudio recentemente vazado por Michel Temer – no qual o vice-presidente aparentemente ensaia um pretenso discurso pós-impeachment. E o tal, digamos, deslize do político deu o que falar na internet.

Na verdade, o ocorrido alimentou ainda mais a noção de que Temer talvez não seja muito cuidadoso ao utilizar redes sociais e aplicativos de comunicação afins – o que naturalmente serve para cutucar uma possível intenção por trás da publicação, a princípio, acidental. “O Temer é o cara mais ‘distraído’ de Brasília”, conforme apontou outro usuário. “É um tal de vazar carta, vazar áudio no WhatsApp. Contando os dias pra ele vazar nude da esposa.”

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É claro que os desafetos políticos de ocasião também não perderam tempo. “Gente que manda áudio de 12 minutos para o grupo errado no Whatsapp”, postou a equipe responsável pelo Facebook do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Quem nunca?”, conclui o texto. Há até quem diga que, caso o pedido de impeachment seja validade, “Temer vai governar o Brasil por cartas e áudios de Whastsapp”.

michel temer

Múltiplos vazamentos

O áudio supostamente compartilhado acidentalmente com partidários via WhatsApp não foi o primeiro caso de descuido do vice-presidente, é verdade. Para quem ainda se lembra, a carta com um pedido de “reunificação do país” enviada à presidente Dilma Rousseff – também entendida como um desligamento político –, embora de caráter pessoal, acabou ventilada do Oiapoque ao Chuí.

De fato, no referido discurso, Temer volta a falar em reunificação, advogando por um esforço conjunto entre os partidos políticos, a fim de desembaraçar o Brasil da atual crise político-financeira – enquanto se refere a si mesmo como “substituto constitucional da presidente da República”. O vice-presidente enfatiza ainda que haverá “muitos sacrifícios pela frente”, que seriam mandatórios para a “retomada do crescimento”.

E a internet, mais uma vez, não perdoa.

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