Mais de 11% dos brasileiros só acessam a internet pelo tablet ou celular

Por Redação | 08.05.2015 às 10:55
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Talvez demore um tempo até que os computadores como conhecemos hoje sejam substituídos por outras tecnologias, mas isso não só está mudando como o Brasil, ao que tudo indica, está acompanhando essa reviravolta. É o que afirma um novo relatório do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que revela os hábitos dos usuários brasileiros no que diz respeito ao tipo de aparelho usado para se conectar à internet.

Os dados estão na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), referente ao ano de 2013. O estudo foi conduzido em parceria com o Ministério das Comunicações e divulgado na última quarta-feira (29).

Naquele ano, o PC ainda aparecia isolado em primeiro lugar, com 88% da preferência, seguido pelos celulares (53,6%) e tablets (17,2%). Segundo a entidade, 7,1 milhões das casas possuíam tablets e, dessa quantidade, 5,4 milhões eram usados para entrar na web. O acesso à internet estava presente em 31,2 milhões de domicílios brasileiros, dos quais 42,4% usavam apenas o microcomputador como forma de acesso.

No entanto, esse cenário está mudando, uma vez que os dispositivos móveis estão ganhando cada vez mais espaço. Há dois anos, 11,5% dos moradores usavam apenas celulares e tablets para se conectar. Este ponto da pesquisa é interessante porque essa foi a primeira vez que o IBGE contabiliza os acessos feitos através desses aparelhos (que ainda incluem TVs conectadas), e não apenas conexões feitas com computadores.

"A gente observa que na região Norte o uso do celular como veículo de acesso à internet superou o uso do computador”, diz Jully Ponte, técnica de coordenação de rendimento e trabalho do IBGE. Em cinco estados, a disputa fica melhor para os celulares, responsáveis pela maior parte das conexões: Sergipe, Pará, Roraima, Amazonas e Amapá - no caso deste último, 43% das conexões vêm de celulares, contra apenas 11,9% dos computadores. Nos outros 21 estados e no Distrito Federal os PCs ainda possuem vantagem sobre os dispositivos móveis.

Além dos aparelhos utilizados para se ligar à internet, o IBGE analisou as formas de conexão. A banda larga é realidade para 30,5 milhões de casas (97,7% do total), sendo que 77% delas têm banda larga fixa e 43,5% móvel. Com exceção de Rondônia, em todos os estados da região Norte a cobertura da internet móvel é maior que a fixa. Já a conexão discada ainda é a forma de acesso principal para 725 mil casas.

Outro dado levantado pela pesquisa é quanto a idade dos usuários brasileiros. Em um recorte da Pnad a partir de grupos de idade, o IBGE constatou que pessoas entre 15 e 17 anos e de 18 a 19 anos representaram os maiores índices de internautas em 2013, com 76% e 74,2%, respectivamente. Já na faixa etária entre 40 e 49 anos, 44,4% do total acessa a internet.

Apenas 21,6% de quem tem mais de 50 anos se conecta à web. Entre os que possuem acima de 60 anos, o percentual de conectados chegou a 12,6%. Apesar de parecer baixo, o índice de idosos com acesso à internet mais que dobrou desde 2008, quando apenas 5,7% deles estavam online.

O IBGE ainda afirma que o acesso varia conforme a rede de cada internauta. A quantidade de brasileiros conectados variou de 49,1% entre aqueles que ou não possuem renda ou recebem até um quarto do salário mínimo, a 95,7% das pessoas com mais de dez salários mínimos.

Fonte: G1