Kim Dotcom é autorizado a fazer transmissão de audiência

Por Redação | 30 de Agosto de 2016 às 20h16

O mundo vem acompanhando nos últimos anos o processo de Kim Dotcom, fundador do site de compartilhamento Megaupload, que foi preso em 2012 mas ainda não pode ser julgado pelo governo dos Estados Unidos. Em uma situação inédita, o empresário digital foi autorizado pela justiça da Nova Zelândia, nesta terça-feira (30), a transmitir online sua próxima audiência com as autoridades em que vai tentar interromper o processo de extradição.

A audiência começa na próxima quarta-feira (31) e tem previsão de duração de seis semanas. Os streamings terão atraso de 20 minutos para que a corte possa suprimir conteúdos confidenciais. "Todo o mundo terá uma cadeira na corte da Nova Zelândia", afirma o advogado de Dotcom Ira Rothken. "É o ápice da democracia", complementa.

Dotcom e três colegas estão apelando contra uma decisão judicial emitida em dezembro que permitiu o processo de extradição para os EUA para serem julgados por conspiração, extorsão e lavagem de dinheiro. O governo norte-americano acusa o empresário de ter recebido mais de US$ 150 milhões em pagamento por assinaturas premium de maneira ilícita, além de ter causado um prejuízo de mais de US$ 500 milhões aos detentores de direitos autorais. O grupo se defende com o argumento de que não podem ser responsabilizados pelas pessoas que utilizaram o site para fins ilícitos.

Dotcom nasceu na Alemanha com o nome de Kim Schmitz e foi preso na Nova Zelândia em 2012 após uma grande ação policial em sua mansão. Após pagamento de fiança, ele iniciou carreira como músico e criou o site de armazenamento em nuvem Mega, mas vendeu suas ações pouco tempo depois. Recentemente, o empresário afirmou que pretende relançar o site Megaupload.

Fonte Ars Technica, AP

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