Justiça da Suécia arquiva investigações contra Julian Assange

Por Redação | 19 de Maio de 2017 às 08h31

Depois de cinco anos escondido dentro da Embaixada do Equador em Londres, o criador do WikiLeaks, Julian Assange, finalmente tem sua primeira grande conquista. A Justiça sueca anunciou que a investigação sobre um suposto caso de estupro do qual Assange é acusado será suspensa. Apesar da vitória, ele ainda não pode deixar o prédio equatoriano, uma vez que a polícia britânica ainda tem um mandado de prisão vigente.

Ainda assim, o simples fato de a acusação ter sido arquivada já pode ser considerado um enorme avanço para Assange, que vive desde 2012 enclausurado dentro da embaixada para evitar uma prisão que ele julga ser muito mais política do que civil. Segundo ele, a acusação de estupro é apenas um pretexto criado para que ele pudesse ser preso e extraditado para os Estados Unidos, onde responderia por seu real “crime”: ter divulgado mais de 750 mil documentos e comunicações oficiais do país, incluindo de operações militares no Iraque e Afeganistão.

De acordo com o advogado do criador do WikiLeaks, Per Samuelson, o arquivamento é uma vitória total sobre o caso. Os detalhes sobre a decisão da promotora sueca Marianne Ny serão divulgados futuramente. A Justiça do país vai realizar uma coletiva de imprensa e deve trazer mais informações sobre o caso na ocasião.

Porém, isso não impede que o próprio Assange — e todos aqueles que sempre o apoiaram — festejassem a notícia. Em suas redes sociais, o australiano comemorou de maneira bastante simples. Ele usou seu perfil oficial no Twitter para divulgar uma única foto em que aparece sorrindo. Em compensação, o perfil do WikiLeaks levantou novas dúvidas sobre o futuro do caso, destacando que o governo do Reino Unido se recusa a confirmar ou negar se o pedido de extradição feito pelos Estados Unidos ainda é válido. Estando esse mandado vigente, Assange continua proibido de deixar o prédio da embaixada sob risco de ser preso e levado para os EUA.

Esta não é a única vitória dos “vazadores” nesta semana. Há dois dias, Chelsea Manning, responsável pela liberação dos documentos publicados pelo WikiLeaks, foi liberada após sete anos de prisão por traição. Condenada a 35 anos de cadeia, ela teve sua pena reduzida após um perdão presidencial assinado por Barack Obama em um de seus últimos atos comandando a Casa Branca.

Via: The Next Web