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Julian Assange | Justiça mantém mandato de prisão contra fundador do WikiLeaks

Por Sérgio Oliveira | 13 de Fevereiro de 2018 às 18h58
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Refugiado na embaixada do Equador em Londres desde 2012, Julian Assange sofreu mais um revés na Justiça britânica nesta terça-feira (13): o fundador do WikiLeakes teve seu pedido de retirada do mandato de prisão rejeitado.

Segundo o tribunal de Westminster, a manutenção do mandato de prisão "não fere o interesse público" conforme alegou a defesa de Assange em novo recurso apresentado à Justiça. Esta é a segunda derrota do australiano fundador do WikiLeaks em duas semanas.

Há uma semana, ele havia alegado que a ordem de prisão contra ele "perdeu seu propósito e função", haja vista que as investigações das autoridades suecas sobre as acusações de estupro contra ele foram arquivadas em maio de 2017.

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Em julgamento no dia 6 de fevereiro, o tribunal londrino refutou os argumentos e julgou o mandato válido, algo que voltou a se repetir hoje. A defesa de Assange também alega que ele sofre de depressão e outros problemas de saúde. Todavia, para a juíza Emma Arbuthnot, responsável pelo caso, esse argumento não justifica a suspensão do pedido de prisão.

Arbuthnot também afirmou que enxerga Assange como uma "pessoa que se considera acima da Lei e que quer justiça apenas se ela for a seu favor". Para ela, "a prisão é uma resposta proporcional, mesmo que Assange restrinja sua própria liberdade há anos".

Vida de asilado

O mandato de prisão contra o jornalista e ciberativista foi emitido em 2012, quando ele violou os termos de sua liberdade condicional ao se refugiar na embaixada do Equador em Knightsbridge, bairro da capital britânica. Segundo o australiano, ele decidiu se asilar no local para evitar ser extraditado para a Suécia, onde era acusado desde 2010 de estupro e agressão sexual — que ele nega.

O grande medo de Assange é, ao sair da embaixada equatoriana, ser preso e extraditado para julgamento nos Estados Unidos pela divulgação de milhares de documentos secretos do Pentágono e diplomáticos dos EUA. Isolado na embaixada há quase seis anos, o fundador do WikiLeaks afirma que "já cumpriu mais de três vezes a pena máxima" de escapar da Justiça, mas segue com esperanças de que o imbróglio jurídico e diplomático se resolva.

Para ajudá-lo, em dezembro de 2017 o Equador lhe concedeu nacionalidade equatoriana na esperança de lhe garantir segurança ao deixar a embaixada. Entretanto, como o Reino Unido se recusou a conceder o status diplomático, Julian Assange continua asilado na representação diplomática.

Fonte: BBC

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