Já imaginou viver sob censura na internet? Saiba o que está acontecendo na China

Por Redação | 03.05.2017 às 14:45
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Uma das grandes maravilhas da internet é o acesso à informação, mas você já imaginou como seria viver com censura sobre o que se lê? Nesta terça-feira (3), a China emitiu um comunicado tornando suas regras ainda mais rígidas para os portais de notícias e provedores de internet. Esse é o passo mais recente do presidente Xi Jinping para garantir o controle de seu partido sobre os conteúdos que circulam no país.

O ditador chinês tornou a soberania cibernética uma das principais prioridades em sua campanha. Sob o pretexto de reforçar a segurança na China, o presidente reafirmou, inclusive, o papel do Partido Comunista como responsável por limitar e orientar as discussões online. Agora, os novos regulamentos aumentam ainda mais as restrições sobre quais notícias podem ser veiculadas na web, exigindo que todos os serviços sejam gerenciados por uma equipe editorial aprovada, previamente, pelo partido.

As novas regras, que entram em vigor no dia 1º de junho, serão aplicadas a todos os conteúdos que envolvam assuntos políticos, econômicos, militares ou diplomáticos. Além disso, até mesmo artigos de opinião de blogs, sites, fóruns, aplicativos de mensagens instantâneas e todo o tipo de plataforma que edita notícias e informações passarão pelas mudanças. De acordo com Xi Jinping, o trabalho editorial será responsável por monitorar o que está sendo produzido, e para isso todas as plataformas online terão que contar com um time de profissionais que tenham passado por um treinamento oferecido pelo governo.

Na China, o conteúdo que circula na internet nunca esteve livre da censura, embora diversas empresas tenham portais de notícias que produzem textos de forma relativamente independente. Apesar disso, vários desses sites foram excluídos no ano passado, depois que o presidente convocou uma reunião para a regulamentação da internet no país. Além disso, Pequim adotou uma lei de segurança cibernética, que críticos de todo o mundo dizem que poderiam causar o fechamento de empresas de diversos setores na China.

Fonte: Reuters