Interpol está treinando policiais para combater o crime na Darknet

Por Redação | 05 de Agosto de 2015 às 07h59
photo_camera Andrey_Popov/Shutterstock

A prisão, o julgamento e a condenação do fundador do mercado de drogas online Silk Road, que foi condenado à prisão perpétua, foi um lembrete de que o policiamento no século 21 precisa ser diferenciado. Para tentar combater crimes virtuais com mais eficiência, a Interpol ofereceu um curso para investigação de crimes na chamada Darknet.

Oficiais de uma série de países participaram do primeiro curso de formação concebido para ajudar os policiais a compreender o funcionamento desse submundo virtual. O curso teve duração de cinco dias e foi realizado em Singapura, com a participação de policiais da Austrália, Finlândia, França, Gana, Hong Kong, Indonésia, Japão, Holanda, Singapura, Sri Lanka e Suécia. De acordo com a Interpol, o próximo curso será realizado em Bruxelas, na Bélgica.

O curso visa ensinar aos oficiais um pouco mais sobre os serviços ocultos que circulam pela rede de anonimato Tor, como mercados ilegais. Ao que parece, os alunos não exploraram a Darknet propriamente dita, pois o Laboratório de Investigação Cibernética da Interpol criou a sua própria rede privada, com direito a moeda virtual própria e simulação de mercado ilegal, recriando o ambiente virtual usado por criminosos para evitar serem detectados.

Essa simulação da Darknet habilitou os alunos a desempenhar funções como a de vendedores de drogas, consumidores e administradores dos negócios virtuais para saber como esses serviços ocultos nas profundezas da internet realmente funcionam.

A Organização Internacional de Polícia Criminal, mundialmente conhecida pela sua sigla Interpol, ajuda na cooperação de polícias de diferentes países. Ela foi fundada em 1923 para ajudar a combater o crime em uma base global e tem 190 países como membros. A organização não possui policias, mas permite a troca de informações sobre o crime organizado, tráfico de drogas, contrabando de armas, pornografia infantil e uma série de outras atividades ilegais. A Interpol é estritamente proibida de intervir em atividades de caráter político, militar, religioso ou racial.

Caso Silk Road

Quando falamos sobre crimes virtuais, não podemos esquecer o caso Silk Road, um dos casos mais comentados dos últimos anos. Em maio deste ano, Ross Ulbricht, o nome por trás do famoso mercado de drogas online, foi sentenciado à prisão perpétua após ser considerado culpado da acusação de tráfico de entorpecentes ilícitos e outros crimes.

Durante a audiência, a defesa também tentou clemência, citando a capacidade de Ross para contribuir com a sociedade, apesar de todos os seus crimes. "Você não é uma pessoa melhor do que qualquer outro traficante. Sua educação não lhe faz diferente e isso só torna tudo ainda mais inexplicável", disse a juíza.

Veja também: Deep Web: o que é, como acessar e o que acessar?

Via ZDNet

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