Internautas chineses não vão poder mais publicar de forma anônima

Por Redação | 28 de Agosto de 2017 às 14h32

Os internautas chineses sofreram outro golpe das autoridades que administram a política digital do país asiático. A partir de 1º de outubro, não será mais possível publicar de forma anônima na internet.

A nova decisão é a mais recente no movimento do governo para apertar o controle sobre o uso da internet no país.

De acordo com a Administração do Ciberespaço da China, redes sociais e fóruns de discussão terão que verificar a identidade real dos usuários registrados antes que eles tenham permissão para publicar qualquer coisa em suas plataformas.

Segundo um jornal chinês, os comentários publicados em site de notícias também devem ser revisados pelo veículo antes de serem aprovados.

Como consequência da medida, o Zhihu, um site de discussão como o Quora, já começou a pedir aos usuários que verifiquem suas identidades com seus números de celulares (que estão ligados aos cartões de identidade das pessoas). É o método de checagem em duas etapas adotado como prática de segurança atualmente.

Quem se recusar a fazer a conferência não poderá postar na internet.

A alegação da Administração de Ciberespaço é que a medida visa a enfrentar as notícias falsas. Para a entidade de controle chinês, os comentários on-line deram origem à disseminação de rumores falsos, erros de linguagem e informações ilegais.

A única repercussão da medida encontrada em redes como Weibo, a versão censurada do Twitter na China, foi de aprovação. 

"Esta decisão deveria ter sido implementada há anos", escreveu um usuário do Weibo.

"A liberdade de expressão não significa que você é [uma] responsável [pessoa]. Ser responsável com o seu discurso é a verdadeira liberdade!", escreveu outro usuário.

Sem streaming e VPN

Esta nova decisão é apenas uma das muitas que a China implementou nos últimos meses em uma tentativa de repressão à liberdade de expressão on-line.

Em julho, foram lançadas duas medidas: proibição de live streaming e bloqueio ao acesso de redes privadas virtuais (VPN).

Muitos internautas em toda a China confiam em provedores de VPN para acessar sites estrangeiros populares que estão bloqueados no país, como Google, Facebook e Twitter.

Fonte: Mashable