Hughes lança banda larga via satélite no Brasil com planos a partir de R$ 249

Por Rafael Romer | 28 de Junho de 2016 às 15h41
photo_camera Rafael Romer/Canaltech

A empresa norte-americana de soluções de comunicação por satélite Hughes anunciou nesta terça-feira (28) o lançamento do seu serviço de banda larga via satélite HughesNet no mercado brasileiro, que começa a ser comercializado a partir da próxima sexta-feira (1).

Apesar de já operar no Brasil desde a década de 1970, a oferta é o primeiro produto da empresa voltado para o mercado consumidor no país. O Brasil também é o primeiro mercado em que a Hughes passa a operar sua banda larga por satélite fora dos Estados Unidos — onde a companhia tem uma base de 1,3 milhão de assinantes.

Por aqui, a operadora inicia sua oferta com dois conjuntos de planos, focados no mercado final doméstico e nas pequenas e médias empresas.

Para os usuários domésticos, serão ofertados pacotes de 10 Mbps (R$ 249,90), 15 Mbps (R$ 349,90) e 20 Mbps (R$ 449,90). Já para as pequenas e médias empesas, os pacotes serão de 15 Mbps (R$ 459,90), 20 Mbps (R$ 659,90) e 25 Mbps (R$ 859,90). Além do valor dos pacotes, também há uma taxa de adesão de R$ 359,00 para usuário final e de R$ 469,00 para usuários empresariais, que inclui o valor do equipamento de satélite.

Durante o lançamento, a velocidade de conexão nos terminais conectados por satélite disponibilizados pela empresa variaram de 1 Mbps a 8 Mbps de velocidade de download e, em média, 580 Kbps de upload. O principal problema, no entanto, continua sendo a latência da tecnologia — com pings de até 700 ms, o que pode dificultar a vida de quem pretende usar a conexão para jogos, por exemplo.

Franquia e "franquia extra"

Apesar de só lançar sua oferta para consumidores finais, a Hughes já inicia a operação no meio da polêmica sobre o a criação de franquias na banda larga no país: por aqui, todos os pacotes oferecidos terão um limite de consumo de dados, que reduzirá a velocidade de conexão para uma média de 500 Kbps a 1 Mbps quando esgotado.

As franquias variam conforme o pacote contratado, mas serão estabelecidas entre 15 Gb, no plano mais simples para consumidor final, e 40 Gb, no maior plano para PMEs. Para compensar a limitação, a empresa criou uma espécie de franquia extra: fora do "horário de rush" da internet (ou seja, entre às 0h e 07h), os dados utilizados não serão descontados da franquia principal, mas de uma segunda franquia de 20 Gb, 30 Gb ou 40 Gb já inclusa no pacote principal.

"Esse é um serviço de espectro de radiofrequência, ele é o tipo de serviço que é impossível ser prestado sem franquia", comentou Rafael Guimarães, presidente Hughes no país. "Literalmente, o excesso de um usuário vai prejudicar outro usuário da área do serviço. Se a gente não colocar um limite, quem usa mais tira o espaço de quem usa menos".

Cobertura completa até 2020

O serviço de banda larga da empresa será oferecido por meio da tecnologia de banda KA, otimizada para distribuição de banda larga por "células", semelhante ao modelo tradicional de banda larga móvel. De acordo com a Hughes, isso permite uma distribuição de banda em média 100 vezes mais potente do que a tecnologia tradicional de satélite KU, com satélites de até 200 Gbps de capacidade.

De acordo com a empresa, o serviço de banda larga será disponibilizado em três fases no Brasil. A primeira, a partir de sexta-feira (1), inclui São Paulo e Minas Gerais e, até o final de agosto, contará também com os estados do Nordeste e Sul do país, além de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Brasília, totalizando 4 mil municípios e 85% da população brasileira.

Nos próximos dois anos, a empresa pretende mover o serviço para outras regiões do interior e Norte do país, totalizando 4.900 municípios e 92% da população. A expectativa é concluir a iluminação até 2020, quando todos os 5.560 municípios brasileiros deverão ser atendidos.

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