Huawei já tem seu protótipo de rede voltada a VR e AR

Por Redação | 07.11.2016 às 18:59

A Huawei mostrou recentemente, em Londres, Reino Unido, um protótipo de rede desenvolvido especialmente para realidades virtual e aumentada. A fim de suportar transferências de uma grande quantidade de dados, a rede conta com uma grande largura de banda e baixa latência para que a experiência seja a mais fluida possível para os usuários.

Para quem experimenta a realidade aumentada ou virtual no hardware, sem depender muito da rede, a tecnologia já se mostra consolidada para várias aplicabilidades. No entanto, jogar online, transmitir mídia ou mesmo camadas de realidade aumentada pela rede em tempo real ainda é algo rodeado de alguns gargalos. Chegamos em um momento em que as redes de banda larga precisarão sofrer alguns ajustes até serem completamente otimizadas para realidade virtual e aumentada.

E é nisso que a Huawei está trabalhando. Com a novidade, a chinesa pretende alcançar uma infraestrutura ideal em um momento de transição entre o consumo médio global de mídia para a nova era do mobile, otimizando o padrão atual nas operadoras, contando inclusive com arquitetura "non-blocking", sobreposição de camadas para baixa latência (Live-MDN), redes determinísticas de baixa latência (DIP) e nova geração de camadas de transporte para alta taxa de referência.

Para que a experiência em VR seja entregue em sua plenitude, a rede precisa ser de altíssima velocidade e ter grande estabilidade. A chinesa já mostrou empenho no 5G, que deve chegar aos usuários comuns nos próximos cinco anos, mas agora o foco foi uma rede batizada de "4,5G", a fim de oferecer o melhor em experiência com pacotes de realidade virtual e aumentada aos seus clientes. Apesar da demonstração, a companhia não deu muitos detalhes da parte técnica da nova rede. O que podemos dizer a respeito é que, até agora, a novidade deixou a atual rede 4G "comendo poeira".

E essa é a tendência a ser seguida de agora em diante. Com o mundo abrindo as portas para VR e AR, aumentam-se consideravelmente os tamanhos dos pacotes via streaming, bem como o tempo e o "peso" de cada buffer. Sendo assim, é necessário investir em novo hardware e criar redes "parrudas" o suficiente para lidar com a latência e suportar a nova avalanche de dados que a nova era da tecnologia promete.

Via ConvergeCom, com informações da Huawei