Gravadoras abrem fogo contra "ripar" música no YouTube

Por Redação | 26.09.2016 às 15:43

Vamos ser honestos, né: é bem prático "ripar" aquela música legal diretamente da página do YouTube, em sites como o ClipConverter e o YouTube-mp3. Entretanto, a indústria fonográfica está iniciando uma batalha para acabar com esta prática.

Gravadoras norte-americanas e do Reino Unido moveram na semana passada uma ação judicial contra o site YouTube-mp3.org. Entre a lista de empresas participantes no processo estão grandes como Sony Music, Warner Records e Capitol Records.

A ação tem como finalidade frear as novas práticas de pirataria de dados na web - neste caso o chamado "stream ripping", no qual basta digitar a página do Youtube da qual se quer extrair o áudio e o download é feito em segundo. Isso se tornou um caso sério por conta do YouTube, a plataforma mais usada para o consumo de música.

"Esta é uma ação coordenada para proteger os direitos de artistas e selos das infrações do YouTube-mp3, o maior site de 'stream ripping' do mundo", afirmou Frances Moore, CEO da Federação Internacional da Indústria Fonográfica.

Segundo dados da organização, o site tem mais de 60 milhões de acessos únicos por mês. A página, que tem seus servidores sediados na Alemanha, tem sua receita proveniente de publicidade, embora não repasse nada disso para as gravadoras ou artistas.

A entidade afirma que não á apenas o YouTube-mp3 que está na mira, já que o stream ripping está em uma curva ascendente de uso, principalmente entre os jovens de 16 a 24 year. De acordo com a federação, mais da metade dos internautas nesta idade já usaram sites do tipo.

A polêmica do stream ripping é apenas mais uma das questões que colocaram o YouTube na mira das gravadoras. Mesmo contando com a maior base de usuários, a plataforma é gratuita na divulgação de músicas - com receitas vindas apenas de publicidade antes dos vídeos. Por outro lado, serviços pagos como Spotify estão ganhando mais assinantes, o que se reverte em mais receita para a indústria fonográfica.

Fonte: Mashable