Google é acusada de reduzir velocidade do YouTube no Firefox e Edge

Por Felipe Demartini | 25 de Julho de 2018 às 10h00
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Apenas dias depois de receber uma multa bilionária por violações antitruste, a Google está sendo, mais uma vez, acusada de minar o progresso da concorrência intencionalmente. O assunto do momento é o YouTube, que recebeu um novo design nesta semana e seria, de acordo com o relato de desenvolvedores, cinco vezes mais lento nos navegadores Firefox e Edge em relação aos resultados exibidos no Chrome.

A culpada seria uma API depreciada que está implementada como deveria somente no próprio navegador da Google. O mau funcionamento nos outros browsers, então, geraria uma lentidão no carregamento oficial, que teria levado até cinco segundos para que a página fosse exibida completamente, contra apenas um no software da própria gigante.

Um dos principais nomes a falar sobre o assunto foi Chris Peterson, que é gerente de programação da Mozilla. Por trás do problema estaria o que se chama, tecnicamente, de Shadow DOM, um método usado para aplicar regras específicas a um documento HTML sem que tais parâmetros sejam aplicados a todo o conjunto. Esse seria um dos integrantes do novo design do YouTube, como parte de uma iniciativa de design e programação chamada Polymer.

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Na rede social, usuários rapidamente apontaram para a responsabilidade da Google nessa questão, principalmente por parecer improvável que ela não tenha realizado testes para perceber que o YouTube, um de seus principais serviços, é mais lento nos navegadores da concorrência. Intencional ou não, a aplicação do sistema pode soar como uma tentativa de privilegiar o próprio browser em detrimento dos outros.

Felizmente, existe uma forma de resolver o problema para aqueles que não quiserem lidar com ele. No Firefox, uma extensão é capaz de forçar o YouTube a exibir apenas seu layout clássico, ou seja, sem a API que está causando lentidão. Já no Edge, o processo é um pouco mais complicado e exige uma alteração a partir do modo de desenvolvedor.

Para realizá-la, acesse o YouTube e, uma vez que o site carregar, entre no Modo de Desenvolvedor pressionando a tecla F12. Localize a aba Depurador, no menu superior, e, depois, a opção Cookies, selecionando a opção correspondente ao site de vídeos. Encontre a coluna Nome e, depois, a “PREF”, colando o seguinte código no espaço correspondente a Valor: al=en&f5=30030&f6=8.

Assim como no Firefox, o Edge também será forçado a carregar apenas a versão antiga do YouTube. A Google, por enquanto, não se pronunciou oficialmente sobre as acusações. O novo design da plataforma atende a requisitos de design que vêm sendo implementados pela companhia em boa parte de seus produtos, bem como nos de parceiros que também escolheram fazer parte do projeto Polymer, mas esta é a primeira vez que uma lentidão exclusiva a serviços da concorrência é localizada.

Fonte: Chris Peterson (Twitter), MS Power User

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