Google dá dicas para quem quer se adequar às novas regras do ranking mobile

Por Felipe Demartini | 23 de Julho de 2018 às 10h54
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Que a velocidade de carregamento de uma página é um dos principais critérios para ranqueamento no Google, você já sabe. A novidade é que, a partir deste mês de julho, esse parâMetro também começou a ser levado em conta para as buscas mobile, alterando os resultados das pesquisas para os usuários de tablets e smartphones e mostrando primeiro aqueles sites melhor otimizados para acesso nesse tipo de dispositivo.

As mudanças, afirma a Google, não devem ser tão perceptíveis assim, mas devem influenciar na ordem dos resultados na tela. Segundo a empresa, o conteúdo continua sendo o principal parâMetro a ser levado em conta – o que significa que sites mais lentos, mas com bom material, devem manter seus lugares na lista. Quando a competição é entre duas páginas tão boas quanto, entretanto, a coisa deve mudar de figura.

É justamente por isso que a empresa começou esta semana divulgando uma série de boas práticas para administradores e webmasters. São medidas que podem e devem ser aplicadas às páginas para melhorar o ranqueamento mobile no Google, bem como ferramentas que facilitam na localização de problemas a serem resolvidos em busca de uma melhoria nesse patamar.

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A primeira dica, e talvez a mais absoluta, é prestar atenção no relógio. Aqui, a companhia cita dados de monitores globais de internet para indicar o tempo médio de carregamento de páginas e o quanto os usuários estão dispostos a esperar, além de uma defasagem bastante grande do Brasil em relação aos outros países do mundo. A companhia não fala isso expressamente, mas é bem possível que tais números sejam levados em conta no ranqueamento.

Para a empresa, por exemplo, um atraso de um segundo pode reduzir em até 20% o número de acessos, com mais de metade das visitas sendo abandonadas caso o usuário tenha que esperar mais de três segundos para a abertura de uma página. Tal dado vai diretamente ao encontro da noção de que, no Brasil, os sites móveis levam mais de 15 segundos para serem carregados completamente – mas conteúdo já pode estar sendo exibido antes do fim desse prazo.

Para entender melhor como o motor de pesquisas da gigante vai ler sua página, a própria Google indica dois sites. O Speed Scorecard é capaz de comparar o tempo de carregamento de um site com outros, com base na experiência de usuários finais, enquanto a Calculadora de Impacto simula o que vai acontecer com o seu domínio diante das novas regras de ranqueamento.

E na busca por melhorias, dois caminhos são indicados. O primeiro é o uso das Accelerated Mobile Pages, que são as páginas aceleradas e voltadas especificamente para celulares e tablets, cujo conteúdo aparece em uma versão simplificada e que carrega quase instantaneamente ao mesmo tempo em que economiza recursos de conexões celulares.

Outro caminho, caso o administrador não deseje utilizar esse recurso, é acessar uma página que indica onde estão os gargalos no carregamento e de que maneira eles podem ser corrigidos. Também disponibilizado pela própria Google, o PageSpeed Insights exibe dicas de otimização e melhorias para que os sites não fiquem para trás neste momento em que as pesquisas mobile ganham o palco central.

Fonte: Think With Google

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