Google cria doodle em homenagem a Gilbert Baker, criador do símbolo LGBTQ

Por Patrícia Gnipper | 02 de Junho de 2017 às 15h55
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Se você acessou o Google hoje, provavelmente notou que a página principal do buscador amanheceu mais colorida. Gilbert Baker, criador da bandeira do arco-íris como símbolo supremo do movimento LGBTQ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transsexuais e Queers), é o novo homenageado do gigante das buscas, que traz um doodle com as cores da bandeira comemorando os 66 anos de nascimento do artista norte americano.

Gilbert Baker com a bandeira que virou ícone da luta LGBTQ (Reprodução: Divulgação)

Ao clicar no doodle, o usuário é redirecionado para os resultados de busca por “Gilbert Baker”, em uma página ornamentada com o arco-íris da diversidade. Ativista pelos direitos das pessoas não heterossexuais e cisgêneras, Baker sofria com hipertensão e faleceu enquanto dormia em sua casa no último dia 31 de março.

Em nota, o Google disse que “hoje, celebramos o orgulho, a criatividade e o impacto duradouro de Gilbert Baker para o fortalecimento e a união das pessoas em todo o mundo”. A bandeira do arco-íris é, segundo Ardonna Cook (irmã do falecido artista e ativista), “um legado que deve nos guiar para o respeito e a celebração da diversidade”.

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Um pouquinho de história

Em 25 de junho de 1978, Dia da Liberdade Gay nos Estados Unidos, as primeiras versões da bandeira começaram a circular pelas ruas. Originalmente, ela foi planejada com as cores rosa (representando a sexualidade), vermelha (vida), laranja (cura), amarelo (sol), verde (natureza), turquesa (arte), anil (harmonia) e violeta (espírito humano).

Um tempo depois, o movimento decidiu reduzir as cores para somente seis, usando as cores do arco-íris. Um dos motivos para a mudança foi a dificuldade de encontrar tecidos nas cores rosa e turquesa, já que, para confeccionar as bandeiras na época, eram usado principalmente tecidos, e não papéis e plásticos como acontece atualmente.

Ao criar a bandeira do arco-íris, Baker pretendia transmitir a ideia de diversidade e inclusão, usando “algo da natureza para representar que nossa sexualidade é um direito humano”, além de normal e completamente natural.

Registro da Rebelião de Stonewall, contra a repressão de homossexuais (Reprodução: Divulgação)

A bandeira do movimento LGBTQ faz parte do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque desde 2015, a definindo como “um poderoso marco histórico do design”. Em 1994, Baker produziu a maior bandeira do mundo em comemoração ao 25 aniversário da Rebelião de Stonewall - manifestação da comunidade LGBTQ contra a invasão da polícia de NY ao bar Stonewall Inn, em Manhattan -, que antecipou o atual movimento de libertação e a luta dos direitos da comunidade no país.

Fonte: BBC

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