Google confiou no Twitter e divulgou notícias falsas sobre massacre no Texas

Por Redação | 06 de Novembro de 2017 às 18h24
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Nos Estados Unidos, ao fazer pesquisas no Google, os usuários podem conferir o que está sendo falado no Twitter sobre aquele assunto. Mas o "Popular on Twitter" não tem exatamente um moderador que determina se aquele conteúdo é verídico, de fato — e todos sabemos como as redes sociais são amplamente usadas para espalhar informações falsas na rede. E a Google, confiando no Twitter, acabou divulgando por meio desta ferramenta notícias e informações falsas sobre o atirador do massacre no Texas, que aconteceu no último domingo (5).

Devin Patrick Kelley, de 26 anos, entrou em uma igreja portando uma arma de fogo, matando 26 pessoas. Rapidamente, as pessoas procuraram a ferramenta de busca do Google para se manterem informadas, e como os resultados mais populares do Twitter têm destaque na página de buscas, muitas pessoas acabaram tendo acesso a informações incorretas como, por exemplo, que Kelley era um radical de esquerda e um muçulmano convertido. A verdade é que Kelley era um ex-membro da Força Aérea dos EUA, que foi desligado em 2012 por má conduta, tendo ficado confinado por 12 meses.

Novamente, a culpa da propagação de informações falsas foi atribuída aos algoritmos, mas como este problema tem sido frequente em várias das principais plataformas que usamos atualmente, essas empresas precisam se responsabilizar pela construção dos tais algoritmos, para que eles consigam, de alguma forma, barrar as fake news, que não somente causam confusão na população, como também propagam preconceitos.

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Em resposta ao Gizmodo, a Google declarou que "os resultados de pesquisas que aparecem do Twitter são baseados em nossos algoritmos de classificação, e representam uma conversa dinâmica que está acontecendo quase em tempo real". A gigante também disse que "continuaremos a procurar formas de melhorar a forma como classificamos os tweets que aparecem na pesquisa" e que "existe alguma coisa na nossa página de resultados de pesquisas que precisa ser melhorada — e queremos melhorar".

Fonte: Gizmodo

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