Estudo revela que escolas brasileiras têm computadores, mas muitos não funcionam

Por Redação | 03.08.2017 às 18:01

Segundo dados revelados por uma pesquisa conduzida pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), 52% dos alunos entre o 5º e 9º ano do ensino fundamental, e do 2º ano do ensino médio em áreas urbanas usam smartphones em atividades escolares como método de aprendizado. Somente no ensino médio, o percentual de alunos contando com esta tecnologia é de 74%, de acordo com a pesquisa TIC Educação, que analisou dados de 2016.

91% dos professores revelaram acessar a internet em smartphones durante a aula para uso pessoal, e 49% deles alegaram também usar celulares ou tablets em atividades com os alunos. Já entre os estudantes, 31% deles acessam o celular durante o horário escolar, mas não se conectam muito à internet: segundo a pesquisa, 92% das escolas contam com redes Wi-Fi, mas 61% das instituições não concedem o acesso aos alunos.

Computadores em laboratórios

O relatório mostrou, ainda, que no ano passado 95% das escolas públicas contavam com ao menos um tipo de computador conectado à internet. Contudo, 45% dessas escolas não contam com conexões velozes, que não ultrapassam os 4Mbps, sendo que 33% delas têm velocidades de até 2Mbps. Ainda assim, 40% dos professores da rede pública disseram usar PCs em sala de aula, e 26% deles também contam com a internet nesse processo.

Outra informação revelada pelo estudo mostrou que laboratórios de informática fazem parte da estrutura de 81% das escolas públicas brasileiras, mas somente 59% delas tinham um laboratório em pleno funcionamento durante o ano passado. Além disso, apenas 31% dos professores dessas escolas afirmaram usar computadores no laboratório para desenvolver atividades com seus alunos.

Para Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br, “apesar de sermos um dos primeiros países da América Latina a ter uma política de TIC na educação, a plena adoção de computadores e da internet nas rotinas de aprendizagem ainda é limitada, seja por deficiências na infraestrutura de TIC, seja por limitações na capacitação do professor”.

Apesar de tudo, a maioria (94%) dos professores acredita que o uso da informática na educação permite o acesso a materiais didáticos mais diversificados, ou de melhor qualidade, do que aqueles oferecidos por estados e municípios.

A pesquisa foi realizada entre agosto e dezembro de 2016 com 1.106 escolas públicas e privadas. Foram entrevistados 935 diretores, 922 coordenadores pedagógicos, 1.854 professores e 11.069 alunos.

Fonte: Agência Brasil