Estudo mostra que Brasil é o terceiro país mais conectado do mundo

Por Redação | 16.08.2016 às 20:40

De acordo com um novo estudo realizado pela Ericsson Consumer Lab, os brasileiros já podem ser considerados um dos povos mais conectados do mundo. Isso porque o Brasil ficou na terceira posição entre os 24 países pesquisados para o estudo “Consumo na Rede”, com 28% dos usuários da internet considerados “netizens” – pioneiros do estilo de vida conectado, que desenvolvem pelo menos 50% de suas atividades de educação e aprendizagem em plataformas online.

A divisão da companhia, que estuda o comportamento do usuário há 20 anos, é a responsável por conduzir esse estudo que analisa como o aumento do uso da internet e de aplicativos móveis tem mudado o comportamento do usuário ao longo dos anos. No Brasil, foram entrevistadas 2.378 pessoas, representando os pontos de vista de 62 milhões de usuários da internet, e os resultados mostram claramente que muitas das atividades que normalmente realizávamos de forma física agora passam a ser feitas por canais virtuais.

Estudando essencialmente dois grupos de usuários, o estudo considerou os “netizens”, que são os usuários pioneiros que usam pelo menos sete serviços digitais por dia, e os “networkers”, também conhecidos como “seguidores imediatos”, que usam pelo menos três desses serviços diariamente. Nosso país ficou, então, na terceira posição mundial em relação à proporção de “netizens”, sendo superado apenas pelo Chile (que tem 33%), e pela Coreia do Sul (com 29%). Potências como a França e a Alemanha ficaram atrás do Brasil nesse estudo, mas a inclusão digital e o estilo de vida conectado são maiores em toda a população.

Somando os “netizens” e os “networkers”, temos 55% de usuários da internet no Brasil que impulsionam o uso da rede e o consumo de aplicativos móveis em diversas áreas de atividade, como, por exemplo, as seis que foram analisadas nesse estudo: comunicação, busca de informações, viagens, entretenimento, educação e saúde. “Na área de educação e aprendizagem, 59% dos netizens e 51% dos networkers percebem que a tecnologia melhorou sua forma de estudar ou trabalhar”, revelou Julia Casagrande, gerente de marketing da Ericsson na América Latina.

Ainda de acordo com o relatório, 50% dos usuários de internet realizam mais da metade de suas atividades relacionadas à educação em meios online e, além disso, foi observado um aumento de mais de 58% no uso de apps com esse mesmo objetivo somente durante o ano passado. Já quanto às atividades de entretenimento, mais de 66% dos “netizens” e 50% dos “networkers” brasileiros aumentaram seu uso de aplicativos móveis para assistir a vídeos em 2015. “Isso indica que o entretenimento por meio dos aplicativos móveis está se massificando e impulsionando a transformação digital nessa área”, disse Júlia.

Contudo, somente 32% dos brasileiros disseram marcar consultas médicas online, sendo que 38% deles procuram informações sobre saúde na internet pelo menos uma a cada duas vezes que precisam agendar visitas a seus médicos. Isso indica que, no Brasil, as pessoas ainda se sentem mais seguras ou confortáveis tratando de assuntos de saúde pelas maneiras convencionais, como pessoalmente ou pelo telefone.