Em cinco anos, países ricos terão internet muito melhor que restante do mundo

Por Redação | 27 de Junho de 2017 às 09h01

Empresas como Amazon, Microsoft, Facebook e Google estão encabeçando uma mudança significativa na internet em todo o mundo. As gigantes tecnológicas contam com redes privadas, conhecidas como redes de entrega de conteúdo (CDNs, na sigla em inglês), que são responsáveis por grande parte do tráfego atual da internet. E a tendência é que o domínio das CDNs continue a aumentar, de acordo com a previsão anual da Cisco, que acredita que 70% do tráfego global de internet nos próximos 5 anos estará nas mãos destas empresas.

A expansão das redes de entrega de conteúdo será maior nas regiões mais ricas do planeta, como na América do Norte, Europa Ocidental e nos países mais desenvolvidos da Ásia e do Pacífico. A previsão é de que 91% de todo o tráfego online nestas regiões passem pelas CDNs até 2021. Esse número é muito maior comparado aos países mais pobres, como no Oriente Médio e na África, onde apenas 31% do tráfego da internet fluirá por tais redes.

A reformulação que a internet vem enfrentando acontece devido ao grande aumento do armazenamento e transmissão de vídeos, estimulando as empresas a realizarem altos investimentos, como é o caso do Facebook, Google e Netflix. Esse fenômeno de crescimento do fluxo de tráfego através das CDNs passou a ser conhecido como "achatamento" da internet.

As CDNs servem para garantir uma melhor experiência do usuário em alguns tipos de mídia online, em especial quando falamos de transmissão de vídeos, que demandam maior tráfego de rede. Apesar de não serem novidade no campo da tecnologia, essas redes começaram a exercer um grande impacto na topologia da internet devido à grande quantidade de tráfego que exigem. Anteriormente, empresas terceirizadas de telecomunicações estavam responsáveis pela administração de tais redes, como era o caso da Limelight Networks e da Akamai.

A mudança também passa pelos altos investimentos que as gigantes da tecnologia têm feito em suas próprias CDNs para enviar dados aos seus usuários. Aqueles que utilizam a internet através de CDNs contam com uma melhor experiência online, recebendo vídeos sem buffer, transmissões ao vivo sem problemas e uma experiência de jogos sem atrasos.

De acordo com Thomas Barnett, responsável pela previsão levantada pela Cisco, "cada quilômetro ou milha que um conteúdo em vídeo precisa viajar degrada ou reduz a qualidade dessa experiência". No caso dos países ricos, eles se beneficiarem de uma internet mais poderosa, enquanto que os países mais pobres sentirão um atraso no serviço das CDNs. Barnett, entretanto, afirma que, com o investimento nestas redes, o "custo irá diminuir" e que com a "demanda por esses serviços veremos maiores investimentos" nos países menos favorecidos.

Fonte: Quartz

Fonte: https://qz.com/1001569/the-cdn-heavy-internet-in-rich-countries-will-be-unrecognizable-from-the-rest-of-the-worlds-in-five-years/

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