Depois da Anatel, Anonymous invade computadores do Ministério Público do MS

Por Redação | 04 de Julho de 2016 às 15h33

Três dias depois de sequestrarem computadores da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), hackers de uma célula do Anonymous anunciaram nesta segunda-feira (4) que obtiveram sucesso em uma ação similar contra o Ministério Público do Mato Grosso do Sul.

Em um post no Facebook, o grupo afirma ter conseguido quase 20 GB de informações sigilosas ligadas ao MP, incluindo mais de mil mensagens de e-mails trocadas por funcionários internos. "Diversos computadores do MP-MS também foram criptografados. Seus servidores de intranet e webmail ainda estão completamente fora do ar. Somente Anonymous possui as senhas", escreveu o grupo.

De acordo com o Anonymous, o material está sendo analisado e em breve será enviado ao WikiLeaks, que por sua vez deve divulgar os documentos na íntegra na internet.

"Nós denunciamos e repudiamos a ação paramilitar realizada por fazendeiros contra famílias dos povos originários que ocorre há anos na região. O Ministério da Justiça, principal responsável da paralisação das demarcações, mais uma vez, omitiu-se das suas responsabilidades de zelar pelos direitos indígenas. Nós não", completaram os hackers.

Em nota ao Olhar Digital, um porta-voz do Ministério Público do Mato Grosso do Sul confirmou o ataque e disse que o setor de tecnologia "está trabalhando no caso". Ele ainda disse que o órgão não confirmou nem negou a informação sobre o roubo dos e-mails, se limitando a dizer que os "computadores estavam bloqueados".

O ataque aos computadores da Anatel na última sexta-feira (1º) se deu por meio de ransomware, um tipo de ataque bastante comum entre cibercriminosos que restringe o acesso ao sistema infectado e cobra algo em troca para que a conexão seja restabelecida. Neste caso, o Anonymous quer uma posição da Anatel para que esta proíba de forma definitiva o limite de franquia de dados para a internet fixa. Segundo os hackers, as máquinas da agência só serão liberadas caso a entidade se comprometa para com a população e impeça as operadoras de adotar essas medidas.

Fonte: Anonymous Brasil