Demanda por banda larga favorece expansão da rede de fibra óptica

Por Colaborador externo | 28 de Abril de 2015 às 09h43

Por Fábio Pereira*

A oferta de serviços de telecomunicações cada vez mais sofisticados tem contribuído para aumentar rapidamente a demanda do mercado por largura de banda. Vídeo em alta definição, multimídia, jogos online, cloud computing são exemplos de serviços disponíveis que exigem uma rede de alta capacidade para que possam ser oferecidos com qualidade aos usuários. Trata-se de um cenário ideal para o uso da fibra óptica como uma solução de acesso de última milha, para fazer a ligação entre a rede da operadora ao usuário final.

A fibra óptica oferece uma série de vantagens que compensam o fato de ser mais caro que outros meios fixos de transmissão predominantes no mercado, como, por exemplo, o cabo coaxial e o fio de cobre, que suporta a tecnologia ADSL (Asymmetric Digital Subscriber Line). Além da velocidade de até 1 Gbps, garante a simetria de banda larga, ou seja, as taxas de transmissão são as mesmas para fazer download e upload de arquivos. A fibra óptica chama a atenção, também, por outros atributos, tais como qualidade de serviço (QoS), facilidade de instalação e de manutenção, gerenciamento simplificado, flexibilidade e imunidade a interferências eletromagnéticas.

Do ponto de vista do mercado, a adoção da fibra óptica gera novas oportunidades de negócios não apenas para as grandes operadoras e pequenos provedores de serviços de telecom, que precisam ampliar o seu portfólio de ofertas para conquistar mais clientes, mas também para a todos os fornecedores de soluções que fazem parte da cadeia de valor do setor. O cenário se mostra promissor para difusão em larga escala tanto da tecnologia GPON (Gigabit Passive Optical Network) quanto da tecnologia FTTx (Fiber to the Home, Building, Curb). O desafio, porém, é definir a topologia mais adequada para suprir as necessidades dos usuários.

As duas tecnologias suportam os mesmos tipos de tráfego. A diferença entre elas reside na quantidade de banda que cada uma pode entregar ao usuário final. A GPON consiste em uma rede óptica passiva ponto-multiponto, que permite o compartilhamento de uma única fibra óptica entre diversos usuários conectados. Por causa desse compartilhamento, a sua velocidade de transmissão é menor. Já o FTTx fornece uma banda maior porque o cabeamento de fibra óptica é ligado diretamente do ponto final (onde está usuário) até a operadora de telecom, funcionando como uma fibra dedicada.

O grande apelo do GPON é de ordem econômica. Um projeto baseado nessa topologia de rede fica mais em conta porque a sua montagem requer menos infraestrutura física (equipamentos, cabos de fibras etc.), o que reduz consideravelmente o custo de implementação, operação e manutenção. Por esse motivo, pode ser mais indicado para usuários domésticos. Um dos segmentos de mercado bastante atraentes para essa tecnologia é o de condomínios residenciais horizontais, que estão surgindo em profusão em diversas regiões do País, que demandam uma rede própria para fazer videomonitoramento, controle de acesso etc.

Já a tecnologia FTTx tem características que se encaixam no perfil de consumo que demanda largura de bandas maiores. A tendência é os provedores de serviços explorarem as oportunidades de negócios com a oferta dessas duas tecnologias, tirando proveito dos investimentos que estão sendo feitos pelas operadoras na expansão da malha de backbone de fibra óptica para permitir levar o FTTx e o GPON até o usuário final.

*Fábio Pereira é gerente de produtos da Axyon Distribuidora

Inscreva-se em nosso canal do YouTube!

Análises, dicas, cobertura de eventos e muito mais. Todo dia tem vídeo novo para você.