Dailymotion se reinventa para concorrer com o YouTube

Por Redação | 21.06.2017 às 14:11

Para bater de frente com o YouTube e outros grandes players do mercado de vídeo, o Dailymotion vai passar por uma reformulação. Nesta quarta-feira (21), em pleno Cannes Lions, um dos mais prestigiados festivais de publicidade e criatividade do mundo, a companhia anunciou uma reformulação completa de seus serviços, que agora, passará a focar mais em conteúdo premium e menos nos vídeos enviados pelos usuários.

A ideia da empresa é focar em quatro verticais – esportes, notícias, música e entretenimento –, entregando conteúdo de qualidade por meio de parcerias. Nomes como CNN, Vice e Universal Music foram os primeiros aliados anunciados, produzindo vídeos e materiais exclusivos para o Dailymotion.

Com isso, vem também uma nova forma de exibir publicidade, que deve continuar a ser o pilar de monetização da plataforma. Agora, entretanto, ela será exibida de forma menos intrusiva e mais imersiva, com grande atenção aos hábitos dos usuários e diferentes maneiras de apresentação de acordo com a plataforma usada e conteúdo acessado. Propagandas antes da exibição ou nas laterais dos vídeos começarão a aparecer, mas interrupções durante a exibição, por exemplo, estão fora de questão.

Com tudo isso, claro, chegam também um novo aplicativo e identidade visuais, que devem ser lançados em breve para iOS e Android. A nova cara do Dailymotion também será aplicada à versão desktop em julho, representando o que a empresa chama de “um novo começo” para suas operações.

Apesar de toda essa revolução, a companhia não falou de forma direta sobre a oferta de vídeos hospedados por usuários, mas a noção é de que tudo deve continuar como está. Além disso, não comentou sobre a possibilidade de lançamento de planos de assinaturas ou pacotes pagos, que poderiam dar acesso a mais conteúdo premium ou acabar com a exibição de anúncios, por exemplo.

O Dailymotion afirma ter 300 milhões de usuários únicos por mês, um número considerável, mas que representa menos do que a metade de seu principal concorrente, o YouTube, que conta com 900 milhões. Em 2013, o serviço quase foi adquirido pelo Yahoo, mas o negócio foi bloqueado pelo governo francês devido a preocupações com relação à saúde financeira da empresa de tecnologia, que poderia minar o que o país considera um de seus principais nomes nesse setor.

Fonte: Venture Beat