Análise de dados reduziu número de multas mal aplicadas em Nova York

Por Redação | 12.05.2016 às 17:44
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Em 2008, a cidade de Nova York estabeleceu novas normas para estacionamento em frente a calçadas rebaixadas. Como no Brasil, as rampas são usadas para acessibilidade e acesso de veículos. As novas normas permitiam que motoristas parassem seus carros em tais locais, desde que garagens ou outros pontos de interesse não fossem bloqueados, bem como faixas de pedestres.

Entretanto, multas continuaram a ser aplicadas pelos guardas de trânsito da cidade. Isso levou o analista de Big Data Ben Wellington a realizar um estudo elencando os lugares onde esse tipo de infração aconteceria com mais frequência. Não foi uma surpresa descobrir que, dos “cinco mais”, todos eram locais em que o estacionamento era regular.

Uma avenida no bairro do Brooklyn, que de acordo com o levantamento é o local onde as multas indevidas foram dadas com mais frequência, contribuiu com mais de US$ 48 mil para os cofres públicos, com um total de 273 infrações registradas. Em segundo lugar está outra via da mesma região, com US$ 42 mil em pagamentos e 256 tíquetes. Em terceiro, vem uma rua do Queens, com 246 notificações e US$ 40 mil em cobranças. Tudo feito de maneira indevida, já que parar naqueles lugares era correto.

Os motoristas, claro, poderiam recorrer da punição. O processo, entretanto, é burocrático e demorado, além de não acompanhar garantias de que a multa seria cancelada. Muitas vezes, a demora é tamanha que o cidadão se via obrigado a pagar a infração, na esperança de ser ressarcido em algum momento futuro.

Em resposta, a prefeitura de Nova York alegou falhas na informação e treinamento de seus oficiais como razão para as multas indevidas. De acordo com a administração pública, a mudança de lei teria sido mal-entendida pelos policiais, que ao observarem carros parados em frente a calçadas rebaixadas, ainda agiriam de acordo com as normas antigas. O município prometeu investir em treinamento e agilizar o processo de recurso para aqueles que receberam notificações.

Fonte: Ben Wellington (Tumblr)