Crimes contra mulher na internet estão aumentando, diz relatório

Por Redação | 08.09.2016 às 20:41

De acordo com um novo relatório da Crown Prosecution Service (CPS), os crimes envolvendo o uso da internet, mídias sociais e outras formas de tecnologia para "humilhar, controlar e ameaçar" mulheres estão em ascensão. Tal tipo de crime é uma tendência crescente que compreende formas de ciber-perseguição, como divulgação de imagens sexuais privadas sem o consentimento da vítima, controle ou comportamento coercitivo, entre outras práticas.

Esses crimes contra as mulheres estão sendo cometidos através de plataformas de mídias sociais, emails, mensagens de texto, aplicativos e software de rastreamento. "Isso ocorre porque a evolução da tecnologia criou um novo cenário para controlar", diz o relatório. A pesquisa também mostra dados mais detalhados sobre a divulgação de imagens sexuais privadas sem o consentimento da vítima. O CPS descreve o crime como normalmente envolvendo "um ex-parceiro adulto que faz o upload de imagens sexuais íntimas da vítima na internet".

Desde a introdução da prática como crime, em abril de 2015, centenas de relatos são registrados envolvendo a divulgação de fotos sexuais privadas e vídeos com a intenção de causar sofrimento. Infelizmente, esta prática deve aumentar nos próximos anos. Já o crime de envio de mensagens para alguém com a intenção de causar sofrimento ou ansiedade também aumentou. Para o CPS isso acontece como resultado do "aumento do uso da tecnologia e da internet".

"Também descobrimos que os réus de casos coercitivos utilizam táticas como rastreamento via GPS e mensagens de monitorização de telefone ou email", disse Alison Saunders, diretor do Ministério Público dos Estados Unidos. O relatório divulgado observou que em 2015/2016 o volume de abuso doméstico, violação e ofensas sexuais aumentou para um nível jamais registrado.

"É positivo ver o índice de condenação em casos de abuso doméstico se elevando novamente este ano. No entanto, acreditamos que ainda há grandes melhorias a serem feitas", disse Polly Neate, diretora executiva da Women’s Aid. É possível conferir o relatório completo neste link.

Via Mashable, CPS