Como faremos parte do futuro conectado?

Por Colaborador externo | 28 de Dezembro de 2016 às 12h05

*Por Reinaldo Affonso

Nas últimas décadas nos acostumamos a dividir nosso cotidiano, nossos afazeres e, porque não, nossos mundos em duas esferas: a real e a virtual. A primeira tem aspectos mais sólidos e palpáveis nas nossas vidas: casa, trabalho, relacionamentos. Já a segunda, enraizada em nossos dispositivos conectados à internet, ganha um papel cada vez mais proeminente na forma como nos relacionamos.

Contudo, percebemos que estamos caminhando cada vez mais para um cenário em que esses mundos se tornarão apenas um e onde as máquinas e dispositivos estarão completamente integrados, a partir da grande revolução que está se tornando a Internet das Coisas.

Analistas esperam que até 2020, mais de 50 bilhões de dispositivos estejam conectados à internet e entre si. Não estamos falando apenas de notebooks, smartphones ou tablets. Mas também de dispositivos vestíveis, automóveis autônomos, equipamentos agrícolas, sistemas de armazenamento, soluções voltadas para saúde e muito mais.

A expectativa é que os sistemas de rede evoluam mais rapidamente nos próximos anos, assim como novas tecnologias de transmissão de dados sejam aperfeiçoadas, respondendo à demanda que estes dispositivos always-on terão.

Consequentemente, nos próximos quatro anos as pessoas verão a forma como se relacionam com a tecnologia se modificar completamente. Avanços como a interação da inteligência artificial e a integração da realidade virtual com a realidade aumentada, permitirão uma variedade inimaginável de facilidades e serviços, que estarão à disposição de forma rápida e simplificada, tanto na vida pessoal quanto no trabalho.

O trânsito das grandes cidade e rodovias vai sofrer a maior mudança da história com o advento dos carros autônomos, mais seguros e sustentáveis, eliminando o erro humano. A Realidade Virtual se integrará à Realidade Aumentada, transformando-se na Realidade Combinada, uma imersão para diversos usos, não apenas o entretenimento.

É preciso acompanhar essa evolução rumo ao mundo conectado e inteligente. Um esforço conjunto entre a iniciativas privadas e público será determinante para evitar isto. A evolução do ecossistema tecnológico que temos no Brasil é um passo essencial, que depende, entre outros, de investimentos para melhorar na cobertura e qualidade da rede 4G já existente, assim como nos prepararmos para a chegada da tecnologia 5G nos próximos anos são essenciais, assim como o incentivo para cada vez mais pessoas e empresas tenham à sua disposição sistema de armazenamento em nem confiáveis e acessíveis.

*Reinaldo Affonso é diretor de tecnologia da Intel para a América Latina

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