Com mais de 54 mil assinaturas, petição pede a demissão do presidente da Anatel

Por Redação | 22 de Abril de 2016 às 06h21

As manifestações na internet não param. Depois de termos visto milhares de publicações pró ou contra o impeachment, vimos também manifestações a respeito do limite da banda larga fixa a ser implantado por alguns provedores de internet aqui no Brasil. Embora isso seja bastante, não é tudo: agora há protestos Facebook a fora e até mesmo uma petição pedindo a demissão do atual presidente da Anatel, José Resende.

É bastante provável que a insatisfação popular quanto ao atual diretor da agência se deva às suas polêmicas declarações de que as pessoas estariam muito mal-acostumadas na rede por causa da internet de franquia ilimitada.

A petição foi criada na plataforma online Avaaz nesta terça-feira, dia 19, e já conta com mais de 54 mil assinaturas pedindo a retirada do chefão da agência de telecomunicações - 4 mil a mais que o objetivo inicial, que estipulava 50 mil assinaturas. No texto que descreve os motivos pelos quais querem a retirada de Resende do cargo, o autor da ideia afirma que hoje temos no cargo um presidente que defende a limitação de dados pelas empresas e que culpa os consumidores que já recebem um serviço de má qualidade. No fim da página onde é realizada a petição, ainda há um vídeo que mostra as declarações de José Resende, com destaque especial à fala em que ele afirma que é impossível, para as operadoras, oferecer planos ilimitados a todos os brasileiros. Assista abaixo:

Os idealizadores do abaixo-assinado ainda lembraram que muitas pessoas vão ser prejudicadas com a medida, trabalhem elas com o uso da internet ou não. Muitos têm lembrado que programas de acesso à informação, como cursos online, se tornariam inviáveis para aqueles que deles desfrutam, pois nos pacotes mais baratos oferecidos pela Vivo, por exemplo, sequer é possível assistir vídeos mais longos do YouTube sem que o limite seja excedido em pouquíssimo tempo.

Você acha que a iniciativa pode mudar o parecer da Anatel sobre o caso?