China encerra jornais online e aumenta o controle nos meios de comunicação

Por Redação | 25 de Julho de 2016 às 23h55

De acordo com a imprensa internacional, nesta segunda-feira (25) o governo chinês fechou uma série de sites de notícias por conta de conteúdos originais e independentes. Este é o mais recente esforço das autoridades chinesas para aumentar o controle sobre a web e as informações divulgadas no país.

A proibição aconteceu por conta da publicação de artigos com caráter político e social. Segundo uma fonte do departamento de controle da internet na China, os jornais online "publicaram uma grande quantidade de notícias reunidas e editadas por eles próprios", gerando "um impacto particularmente ruim".

Além de terem suas páginas tiradas do ar, grandes portais de reportagem, como o Sina, Sohu, Netease e iFeng, também serão punidos com multas. Tudo isso aconteceu porque o governo chinês autoriza apenas a cobertura de eventos esportivos e de entretenimento, sendo considerada a publicação de "temas sensíveis" violação das leis e regulamentos.

Apesar de saber da proibição, diversos jornalistas se reuniram para criar canais de informação à população, o que, obviamente, não foi tolerado pelo Partido Comunista Chinês (PCC), mundialmente conhecido pelo seu sistema de censura. Para garantir o controle, diversos órgãos de informação internacional foram, inclusive, bloqueados na China ao longo dos últimos anos.

A repressão tem ganhado mais força desde 2013, ocasião em que o atual Presidente, Xi Jinping, assumiu o poder. Para se ter dimensão do impacto do governo, apenas no segundo trimestre deste ano, 1.475 sites foram tirados do ar e mais de 12 mil contas em redes sociais foram deletadas. Em fevereiro Xi solicitou que a imprensa exprimisse a vontade do Partido para "proteger a sua unidade e autoridade".

Fonte: Mashable, Diário de Notícias

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