CEO da Microsoft enviou e-mail a funcionários sobre protestos em Charlottesville

Por Redação | 15 de Agosto de 2017 às 11h58

No começo desta semana, após os protestos por supremacistas brancos pelas ruas de Charlottesville, nos EUA, o CEO da Microsoft, Satya Nadella, se posicionou para os funcionários da empresa. Em um e-mail interno, agora vazado à imprensa, ele mostra seu repúdio às manifestações e reafirma seu compromisso com a diversidade e a inclusão.

Categorizando os movimentos como horríveis, ele, que nasceu na Índia, se disse profundamente atingido pelos protestos, e diz acreditar que o mesmo aconteceu com muitos dos funcionários da Microsoft. É justamente por isso que ele clama por união, pedindo, em sua mensagem, que os colaboradores se juntem não apenas para manter os valores da companhia, mas também para evitar a proliferação da violência e do preconceito.

Ele diz que parte de seu papel como líder é criar uma cultura em que todos possam falar e aprender entre si, independentemente de suas perspectivas. Além disso, claro, o objetivo é permitir a realização do melhor trabalho possível, o que exige que todos os valores, culturas e crenças diferentes sejam entendidas e respeitadas. “É um momento especialmente importante para nos conectarmos às pessoas, ouvirmos e crescermos com base nas experiências dos outros”, continua.

Por fim, Nadella reafirma seu compromisso com a diversidade e o que chama de mudança positiva nas comunidades, motivada pela abertura da própria Microsoft para todos. “Juntos, precisamos abraçar nossa humanidade compartilhada e trabalhar por uma sociedade com respeito, empatia e oportunidade para todos”, conclui.

A Microsoft não se pronunciou sobre o vazamento do e-mail, que não foi escrito para divulgação externa, e sim somente para que a companhia pudesse se posicionar internamente sobre os eventos do último final de semana. A mensagem foi compartilhada por um funcionário da própria empresa.

Protesto em Charlottesville 

A cidade de Charlottesville foi palco, no último fim de semana, de um protesto de nacionalistas brancos contra a remoção de uma estátua de Robert E. Lee de um dos parques do município. Ele era um dos comandantes do exército Confederado durante a Guerra Civil Americana. Além disso, foi reconhecido por acreditar que a escravidão era um desígnio divino, e, apesar de não se opor à libertação dos negros, sua crença era de que ela era necessária para “prepará-los para o que vinha adiante”.

Durante os protestos, nos quais bandeiras Confederadas e símbolos e saudações nazistas foram exibidas sem pudor, foi registrada uma morte e 19 pessoas feridas depois que James Alex Fields Jr. avançou com um carro sobre manifestantes que se opunham ao manifesto de extrema-direita. Outros incidentes de violência, incluindo o espancamento do jovem negro Deandre Harris, também foram registrados. Ele ficou gravemente ferido, mas não correu risco de morte.

Fonte: Quartz