Catálogo online lista provedores de internet que não limitarão tráfego de dados

Por Carlos Ferreira | 16 de Abril de 2016 às 14h16
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Além do pedido de impeachment em andamento, há pelo menos mais um assunto aquecendo debates formais e informais internet afora. Trata-se do anúncio da Vivo e de outras operadoras relacionado à limitação de tráfego para conexões de banda larga fixas em território nacional. O fato tem motivado processos e levantes em vários cantos do Brasil, sobretudo por quem considera a ideia, além de ultrajante, também ilegal.

Entre as propostas colaborativas, há, por exemplo, esta lista organizada por internautas no serviço de Web Hosting GitHub. Trata-se de um repositório cujo propósito é manter o registro de todos os provedores que não devem adotar o modelo de internet com pacotes limitados – todos devidamente divididos de acordo com os estados em que atendem.

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Provedores do norte ao sul do Brasil

Dessa forma, constam ali empresas como a JG NET (Alagoas), a Vox Conexão (Bahia), a Mob Telecom (Ceará), a BLUE (Espírito Santo, Rio de Janeiro e diversos outros estados), a Live TIM (Rio de Janeiro e São Paulo), a Copel Telecom (Paraná) etc. O rol traz indistintamente provedores de internet por cabo, por fibra óptica e também por rádio. Ao final, há ainda um “Painel da Vergonha”, com “Provedores de internet que irão limitar o tráfego de dados”.

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Conforme consta no texto anexo, qualquer um pode atualizar a lista a qualquer momento – bastando que preencha o formulário apropriado, disponível aqui. Ademais, uma API (Interface de Programação de Aplicação) pública disponibiliza os dados para anexação em sites e aplicativos.

Além da Vivo, diversas outras operadoras de telefonia, internet e TV a cabo anunciaram a intenção de lançar planos franqueados, de forma a limitar o tráfego de dados uma vez que o usuário atinja o limite firmado em contrato – seja por meio de uma redução de largura de banda, seja por meio do corte do serviço após decréscimo gradual da velocidade. A medida é largamente interpretada como uma resposta à popularização dos serviços de streaming para vídeo e música no país – tais como YouTube, Spotify e Netflix.

Fonte: GitHub.

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