Brasil é o segundo país com maior número de pedidos de patentes de hashtags

Por Redação | 01 de Abril de 2016 às 14h36

Os últimos anos nos oferecem um avanço considerável da popularização de linguagens que, há pouco tempo, eram limitadas a círculos restritos — afinal, isso acontece basicamente com qualquer tipo de linguagem que se torna comum. Bom exemplo disso é o uso das hashtags, as famosas etiquetas que trazem o símbolo # na frente. Aos poucos, muitas empresas entraram no jogo e começaram a lançar suas campanhas publicitárias na web, abusando das hashtags para serem encontradas pelo público e também para se comunicar com ele.

Diante deste cenário, é até natural que muitas empresas tentem proteger a sua propriedade intelectual, e qual a maneira mais simples de fazer isso? Registrando a patente de uma hashtag. Segundo uma pesquisa do instituto Thomson Reuters CompuMark, 1.398 solicitações de registro de hashtags específicas foram realizadas durante todo o ano de 2015 — em 2010, apenas sete empresas fizeram pedidos como estes.

E quem lidera a lista de países com maior número de solicitações de patentes de hashtags é os Estados Unidos, com 1.042; em segundo lugar está o Brasil, com 321, seguido por França, com 159, e por Itália e Reino Unido, ambos com 115 pedidos feitos em 2015.

A conversa é com o público

A ideia básica por trás do registro de uma hashtag é evitar que ela seja utilizada por concorrentes. Como a função deste tipo de linguagem é linkar várias postagens, criando uma espécie de agregador por meio do qual você consegue ver o que todos estão falando sobre o tema, medir a sua repercussão e por aí vai, qualquer pessoa pode usá-lo, inclusive uma empresa rival.

Mas é claro que as companhias querem mesmo é falar com o público, evitando que a concorrência tire proveito de um assunto do momento e “ressignifique” a hashtag para si. Por isso, com uma patente adquirida — e 103 pedidos obtiveram sucesso em 2014 —, as campanhas de marketing e publicidade têm a sua propriedade intelectual protegida.

Fontes: The Wall Street Journal, Thomson Reuters CompuMark

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