Autoridades fecham os dois maiores mercados de drogas e armas da Deep Web

Por Redação | 20 de Julho de 2017 às 16h53
photo_camera Divulgação

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (20) o fechamento de dois dos maiores mercados de produtos e serviços ilícitos da Deep Web – o AlphaBay e o Hansa. Apenas o primeiro, sozinho, tinha 250 mil anúncios que iam desde a venda de drogas ou armas até hackers, sequestradores e assassinos de aluguel oferecendo suas habilidades para quem quisesse contratar.

A ação que levou ao fechamento dos serviços aconteceu no início do mês, mas só foi revelada agora – usuários, entretanto, já encaravam a saída do AlphaBay do ar como um indício de que as autoridades haviam agido. A operação envolveu um esforço conjunto do FBI e do DEA, o departamento de repressão às drogas dos EUA, além da Europol e de serviços policiais da Tailândia, Lituânia, Canadá, França e Grã-Bretanha.

A investigação levou, no início do mês, à prisão de Alexandre Cazes, de 26 anos de idade, canadense que era um dos administradores do AlphaBay. Ele foi preso na Tailândia e enfrentava acusações de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e outros crimes, mas se suicidou há uma semana no interior de uma prisão da cidade de Bangkok. Ele seria extraditado para os EUA para responder sobre as acusações.

Operando na rede Tor e garantindo anonimato tanto para anunciantes quanto compradores, o AlphaBay se tornou rapidamente o maior marketplace de produtos ilíticos da Deep Web. Ele assumiu o espaço deixado pelo Silk Road, fechado em 2013, e rapidamente se tornou maior que o antecessor, contando com mais de 40 mil vendedores e 200 mil usuários.

Loja da Alphabay na Deep Web (Reprodução: Divulgação)

De acordo com as autoridades, milhares de dólares em Bitcoins eram repassados todos os meses entre clientes e comerciantes da rede. Além disso, o DEA afirma conseguir rastrear algumas dezenas de casos de tráfico de drogas, além de mortes por overdose por conta de substâncias adquiridas pelo AlphaBay.

Essa mesma investigação também levou ao fechamento do Hansa, cujos servidores foram apreendidos nesta quinta-feira (20), na Holanda, Lituânia e Alemanha. As autoridades não falaram em presos como parte da operação, mas disseram que os trabalhos continuam como forma de chegar não apenas aos administradores dos serviços, mas também aos principais comerciantes das duas plataformas.

Fonte: The Guardian

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