Ashley Madison enfrenta investigação nos Estados Unidos por vazamento de dados

Por Redação | 05 de Julho de 2016 às 20h04
photo_camera Divulgação

A empresa por trás do site de relacionamentos Ashley Madison está sendo alvo de investigação na Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos, segundo informaram os novos executivos da companhia à Reuters. Com mais de 13 GB de dados vazados em um ataque hacker em 2015, o site expôs informações sensíveis de milhões de usuários que se inscreveram na plataforma. O ataque custou à Avid Media Life mais de um quarto de sua receita, disseram o presidente James Millership e o presidente-executivo Rob Segal.

"Estamos profundamente desolados", disse Segal. Para ele, a empresa poderia ter investido mais em segurança para ter evitado o ataque que deverá trazer ainda mais prejuízos. Os executivos, contratados no mês de abril, afirmaram que a dona do Ashley Madison está desembolsando milhões de dólares como investimento em segurança. Especialistas foram contratados para identificar ameaças e retirar backdoors encontrados em servidores Linux da empresa, enquanto o site também está analisando maneiras de oferecer métodos de pagamento que garantam maior privacidade.

Apesar dos investimentos, a Avid Media Life continuará a enfrentar diversos processos coletivos nos Estados Unidos e no Canadá em nome de diversos clientes que foram afetados pelas informações vazadas. Além disso, a empresa também responderá pela prática ilegal de criar perfis femininos no site para representar mulheres reais, ampliando as conversas com clientes masculinos pagantes. A companhia encerrou perfis falsos em todo mundo entre 2014 e no final de 2015.

O ex-presidente-executivo da empresa Noel Biderman estimou que a companhia valia cerca de US$ 1 bilhão. Mas, Segal reconheceu que o valor está longe da realidade. Até hoje, não há nenhuma informação concreta que possa explicar como o ataque a Ashley Madison aconteceu.

Via Reuters

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