Apps que monitoram adolescentes na internet afastam pais dos filhos, diz estudo

Por Natalie Rosa | 06 de Abril de 2018 às 10h04
Reprodução

Aplicativos de monitoramento de crianças e adolescentes na internet podem causar o afastamento entre pais, responsáveis e os filhos. É isso o que concluiu um estudo realizado pela Universidade da Flórida Central, nos Estados Unidos.

Os pesquisadores avaliaram mais de 200 pares de pais e adolescentes de 13 a 17 anos que utilizam a internet. O resultado mostra que cerca de metade desses responsáveis dizem que já usaram, ao menos uma vez, aplicativos que determinam limites, como controle de tempo de tela, rastreamento de atividades, acesso a alguns sites, entre outras funções.

Também foi descoberto que os pais que utilizam esse tipo de app são os mais propensos a oferecerem uma educação rigorosa e autoritária, sendo ainda os menos dispostos a ouvir os seus filhos e tentar buscar um meio termo. No entanto, os filhos desses pais mais rigorosos são os mais propensos a serem expostos a conteúdos indesejados, assédio virtual e problemas com outros jovens.

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Após obterem os resultados iniciais, os pesquisadores analisaram 736 avaliações online deixadas por pais e filhos, de 8 a 19 anos, de 37 aplicativos de controle parental que estão disponíveis no Google Play Store. Então, foi constatado que dois terços dos filhos avaliaram os apps com uma estrela e ainda confessaram que eles prejudicavam o relacionamento com a família.

"Este aplicativo causa problemas de confiança com seus filhos. Desde que meu pai instalou este app, ele e eu temos nos distanciado. Se ele não confia em mim o suficiente para usar meu telefone, por que eu deveria confiar nele?", diz um dos relatos em avaliações do app SecureTeen Parental.

Pamela Wisniewski, autora sênior do estudo, diz que a conclusão da pesquisa mostra que os pais não devem tratar os aplicativos de monitoramento como "algo mágico" que vai deixar os jovens seguros.

Os autores do estudo recomendam que os pais se envolvam mais na vida dos filhos, optando por conversas abertas sobre os perigos presentes na internet, mas também mostrando que confiam neles o suficiente para que eles próprios entendam os riscos e saibam identificá-los.

Fonte: Gizmodo

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