Apple abre data center na China para atender às leis locais

Por Redação | 12 de Julho de 2017 às 13h44

A Apple anunciou a abertura de seu primeiro data center na China, que vai ficar na província de Guizhou, no sul do país. A nova infraestrutura tem investimento estimado em US$ 1 bilhão e será operada em parceria entre a empresa e a Ghizou-Cloud Big Data Industry, uma companhia que, como o nome já diz, atua nos setores de telecomunicações e computação nas nuvens.

A abertura da instalação vem em resposta a novas legislações locais, aprovadas em junho, e que requerem que os dados dos usuários chineses sejam operados apenas por companhias locais. Com isso, a Apple se viu obrigada, assim como outras empresas internacionais de tecnologia, a criar suporte local para seus produtos, mais especificamente, o iCloud.

Apesar disso, entretanto, a Maçã vê os benefícios dessa nova infraestrutura, que apesar do alto valor investido, vai resultar em mais estabilidade, rapidez e confiabilidade para os clientes chineses. Esse é um mercado no qual a Apple vem investindo com bastante força, mesmo sofrendo com a concorrência dos fabricantes locais e seus dispositivos mais baratos.

A instalação do data center também garante que a Apple seja a primeira a atender às leis locais, chegando na frente de concorrentes nessa corrida. As novas regras foram aprovadas no dia 1º de junho e um prazo foi dado para que as companhias de tecnologia fizessem as adequações necessárias, ou, então, deixassem de operar na China. Nada mudou, por exemplo, para Amazon, Google e Microsoft, que já possuíam infraestrutura no país.

Por outro lado, grandes críticas se acumulam quanto à vagueza de informações relacionadas, principalmente, à vigilância e forte censura aplicadas pelo governo. A Apple engrossa esse coro, mas sabe que precisa agir rapidamente para manter a parcela de mercado no local, acabando por colocar toda a situação em uma balança. Mas deixa claro: a informação dos usuários está plenamente segura, com os mesmos métodos de proteção aplicados ao redor do mundo e nenhum tipo de backdoor instalada.

Em resposta a esse negativismo, o governo chinês afirmou que as regras não chegam com o intuito de espionar os cidadãos, mas sim, de aumentar as defesas do país diante de ataques hackers ou invasão de sistemas. Entretanto, não existem salvaguardas em relação a possíveis solicitações de entregas de dados, algo que, inclusive, a administração local já chegou a exigir de companhias de tecnologia no passado.

Fonte: Reuters

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