Após críticas, Spotify atualiza política de privacidade

Por Redação | 04 de Setembro de 2015 às 14h46

Semanas após ser duramente criticado devido às suas novas políticas de privacidade, o Spotify atualizou nesta sexta-feira (4) suas normas de uso, explicitando exatamente para que precisa de acesso a recursos como localização, agenda de contatos e galeria de fotos nos celulares dos clientes. As novas regras já entraram em vigor e estão disponíveis no site oficial da plataforma.

Na verdade, pouco mudou no que toca as mecânicas em si, mas agora, o Spotify é mais claro sobre a utilização de cada um dos recursos. Em todos os casos, deixa claro que nada será coletado ou compartilhado sem a expressa autorização do usuário e que boa parte dos recursos acessados serve para intensificar as funções sociais do serviço.

O acesso à localização, por exemplo, serve para criar playlists colaborativas ou recomendar eventos e shows que possam estar acontecendo nos arredores, enquanto a visualização da agenda de contatos ajuda a localizar outros amigos que também estejam utilizando o serviço. Já o acesso à galeria serve para alterações no perfil ou edição de listas de reprodução, enquanto a escuta do que é dito no microfone permite funções de comando de voz.

Mais do que isso, o Spotify deixa claro que a recusa na utilização de qualquer um destes recursos não implica em uma suspensão ou bloqueio do serviço, muito pelo contrário, ele pode ser utilizado sem restrições mesmo sem tais funcionalidades. O mesmo, porém, não vale para outras categorias de coleta de dados, que envolvem as músicas ouvidas, o IP da conexão ou o nome e a senha de usuário, necessários para validação junto aos servidores.

Realizada em agosto, a atualização anterior dos termos de uso do Spotify causou polêmica entre os partidários da privacidade, mais pela forma como foi colocada do que exatamente por seus termos. No acordo com o usuário, a empresa apenas citava a necessidade de acessar tais recursos, sem especificar exatamente por que, e afirmava ainda que, em caso de recusa, o melhor a fazer era não utilizar mais a plataforma.

Os comentários negativos foram mais fortes principalmente entre os usuários da versão gratuita do Spotify. Ela é baseada em anúncios e, sendo assim, o temor era de que a empresa pudesse utilizar dados sigilosos ou confidenciais dos celulares para fins de publicidade, compartilhando informações com agências e entregando propagandas mais direcionadas.

Ainda em agosto, o CEO do Spotify, Daniel Ek, veio a público pedir desculpas aos usuários e explicar exatamente por que o serviço precisa de acesso às funções citadas. Na época, ele prometeu atualizar as políticas de uso e, agora, cumpre o combinado. Tudo o que a empresa espera, agora, é deixar os problemas para trás e não ver sua base de usuários afetada em um momento crítico como este, em que se vê pressionada por rivais e integrantes da indústria fonográfica para aumentar o pagamento de royalties e encerrar sua opção de streaming gratuito.

Fontes: Spotify, Engadget